Seria irresponsável abrandar o esforço de contenção da pandemia
Mesmo que o risco de transmissão da doença se suavize, vai demorar semanas a diminuir a procura dos hospitais

Ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa sobre a situação da pandemia de Covid-19, Lisboa, 13 novembro 2020 (foto: Tiago Petinga/Lusa)
Ministra da Saúde, Marta Temido, na conferência de imprensa sobre a situação da pandemia de Covid-19, Lisboa, 13 novembro 2020 (foto: Tiago Petinga/Lusa)
A Ministra da Saúde, Marta Temido, afirmou que seria irresponsável abrandar o esforço de contenção da pandemia, embora compreendendo «a angústia de quem vai ter de abrandar a atividade económica», na conferência de imprensa sobre a situação da Covid-19, em Lisboa.
Marta Temido reiterou o apelo do Governo aos cidadãos para cumprirem escrupulosamente as medidas estabelecidas, nomeadamente o dever cívico de recolhimento.
A Ministra referiu «neste momento, o risco de transmissão efetivo da doença, parece estar a abrandar ligeiramente» e «muito lentamente», mas esta informação deve ser vista «com muita prudência», porque é uma «variação muito pequena» e muito recente.
«Mesmo que o risco de transmissão da doença se suavize, vai demorar semanas a sentirmos uma diminuição da procura dos hospitais e ainda mais semanas até se sentir uma diminuição da letalidade», disse, acrescentando que «todo o nosso esforço vai no sentido de evitar que mais famílias percam os seus entes queridos».
Marta Temido afirmou que apesar do reforço de meios humanos e equipamentos – o número de ventiladores passou de 1142 para 1939 e o de camas em Unidades de Cuidados Intensivos passou de 423 para 704, com uma capacidade de extensão que ultrapassa as 900 –, está preocupada com a pressão sobre o sistema de saúde.
A fazer «todo este esforço estão profissionais de saúde aos quais devemos a nossa admiração, o nosso respeito e, sobretudo, o nosso dever de cumprimento das regras básicas para prevenir que entrem em sobre-esforço na resposta que procuram dar todos os dias», disse.
