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2020-02-26 1323

Valorização do interior é essencial para «aumentar o potencial de crescimento» de Portugal

O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que a valorização do interior é um objetivo essencial para Portugal «aumentar o potencial de crescimento».

«Não é só algo que interesse à população do interior, é essencial para o conjunto do País. Se queremos aumentar o nosso potencial de crescimento, temos de começar por apostar e valorizar o que ainda está por aproveitar», disse, num encontro com os presidentes de Câmara do distrito de Bragança, no âmbito da iniciativa Governo Mais Próximo.

Para garantir a valorização do interior, o Primeiro-Ministro sublinhou três vertentes fundamentais: criação de melhores condições de competitividade, melhoria das acessibilidades e desenvolvimento da estratégia fronteiriça.

Os três pontos, presentes no Programa de Valorização do Interior, incluem uma majoração em sede de IRC às empresas que se instalem nos territórios de baixa densidade, a criação de uma terceira fase da redução dos custos das portagens para melhorar competitividade e a aposta na estratégia comum para a valorização da região de fronteira, que inclua a melhoria das ligações entre os territórios.

«Isto mudará radicalmente o que é a perceção do território a que nos habituámos de chamar de interior. É o mais próximo do coração do mercado ibérico, para o qual temos de ter a ambição de crescer», acrescentou, reiterando que a chave estará também na criação de emprego.

António Costa sublinhou que «sem emprego nem se fixa a população nem se tem a capacidade de atrair pessoas».

Incentivos à mobilidade e contratação

O Primeiro-Ministro referiu que o Conselho de Ministros de 27 de fevereiro, em Bragança, vai aprovar um conjunto de diplomas que estruturam várias medidas fundamentais como o incentivo à criação de postos de trabalho, à contratação de pessoas do interior e o apoio à mobilidade de quem queira ir trabalhar para estes territórios, tanto no setor privado como no público.

Neste último capítulo, serão criados «apoios específicos relativamente ao emprego qualificado e à contratação na área digital, fundamental para tirar o potencial do que vão ser as grandes ferramentas da economia no futuro».

«Não vamos transformar de hoje para amanhã o interior», disse António Costa, acrescentando que «é do conjunto destas medidas, e da sua ação integrada no trabalho conjunto entre a administração central, a administração local e o setor privado, que as condições serão criadas.

«Tenho muita confiança de que este grande consenso nacional, que existe em torno da valorização do interior, não só não vai esmorecer como vai redobrar a sua dinâmica com a concretização, passo a passo, de todas as medidas que são necessárias. Para isso, é fundamental o trabalho em conjunto», disse.