Viana do Castelo vai ter centro de certificação de armas

Centro será uma mais-valia do ponto de vista industrial e vai permitir reduzir custos

Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, na cerimónia de lançamento da primeira pedra do Banco de Provas (BdP) de Armas de Fogo e Munições da Polícia de Segurança Pública, Viana do Castelo, 13 julho 2020

Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, na cerimónia de lançamento da primeira pedra do Banco de Provas (BdP) de Armas de Fogo e Munições da Polícia de Segurança Pública, Viana do Castelo, 13 julho 2020

O Secretário de Estado Adjunto e da Administração Interna, Antero Luís, afirmou que Viana do Castelo vai ter o primeiro centro português de certificação de armas, com abertura prevista para junho de 2021 e com um investimento de 2,5 milhões de euros.

Em Viana do Castelo, na cerimónia de lançamento da primeira pedra do Banco de Provas (BdP) de Armas de Fogo e Munições da Polícia de Segurança Pública, o Secretário de Estado destacou o centro será o 15.º em todo o mundo e acrescentou que 40% do investimento (um milhão de euros) é garantido por fundos comunitários.

«Viana do Castelo vai ser internacionalmente conhecida como certificante de armas», disse, referindo que atualmente não existe em Portugal «nunca certificação das armas que são produzidas em território nacional».

A cerificação das armas vai começar a ser feita em Portugal, em vez de na Bélgica, contribuindo para a redução de custos: «É uma mais-valia não só do ponto de vista industrial, mas também para a própria PSP que se credibiliza e passa para um nível que hoje não tem».

O BdP de Armas de Fogo e Munições vai nascer na freguesia de São Romão de Neiva, em terrenos contíguos à fábrica belga de armas FN Herstal, responsável pela produção das armas Browning e Winchester. Trata-se da maior fábrica de armas de Portugal, estando autorizada pela PSP a produzir até 150 mil unidades por ano.

Antero Luís referiu também que este centro poderá contribuir para a criação de um cluster em matéria de armamento «tendo em conta a influência que a Browning tem em termos de exportação». «A partir do momento em que a certificação começar a ser feita em Portugal implicará a eventualidade de outros operadores se instalarem na zona», disse.

O Banco de Provas vai ficar responsável também pelos serviços de desativação, autenticação e numeração de armas que, até agora, estavam concentrados em Lisboa. A estrutura será ainda dotada de um conjunto de equipamentos que permitem a certificação de inutilização e inativação de armas, o apoio à indústria, mas também aos atiradores, na certificação das armas de fogo.