Agência de notação financeira DBRS melhora ‘rating’ da dívida portuguesa para nível A (low)

A agência de notação financeira DBRS melhorou esta sexta-feira o ‘rating’ que atribui ao risco da dívida da República Portuguesa para A (low).

A DBRS é assim a primeira agência de ‘rating’ a colocar o risco da dívida portuguesa nos níveis de A, seis meses depois de ter melhorado a perspetiva para ‘positiva’. Num momento de elevada incerteza global, a decisão sublinha a confiança internacional que Portugal continua a conquistar com a estratégia financeira do Governo na gestão das contas públicas.

De acordo com a DBRS, esta decisão deve-se à gestão orçamental e de política, destacando que a deterioração orçamental de 2020 se deveu ao impacto da pandemia da Covid-19 e que o défice diminuiu rapidamente em 2021, estando a execução orçamental deste ano, até ao momento, em linha com a de 2019.

A agência de notação sublinha também a vantagem de o país beneficiar de um quadro de forte estabilidade política, bem como o seu comprometimento com as regras de governação económica da União Europeia.

A DBRS justifica ainda a decisão com a evolução da dívida e da liquidez, dando nota da melhoria mais rápida do que o esperado da posição financeira da República. A agência de notação financeira reconhece que os encargos com juros diminuíram nos últimos anos, considerando que o perfil de financiamento com maturidades médias longas mitiga o risco associado à um contexto de condições de financiamento mais restritivo.

«Onze anos depois, Portugal volta a ter a sua dívida pública considerada como um investimento de qualidade dos grupos de notação A. Este é um marco para a avaliação da dívida pública aos olhos dos investidores e mais um importante sinal de confiança internacional em Portugal», afirma o Ministro das Finanças, acrescentando que «os efeitos positivos nas taxas de juro da dívida soberana refletir-se-ão nos juros também suportados por empresas e famílias».

Fernando Medina refere ainda que «Portugal continuará empenhado numa estratégia de contas certas, traduzida numa marcada redução de dívida pública que visa proteger Portugal da incerteza global, e na promoção do potencial de crescimento da nossa economia».