Discurso do Primeiro-Ministro na abertura da discussão na generalidade da proposta de Orçamento do Estado para 2022
O documento que hoje apreciamos mantém as prioridades que apresentámos no final de 2021, porque mantemos os mesmos objetivos estratégicos e a mesma ambição de acelerar o crescimento, a convergência e reforçar a coesão social.
Não ignoramos, que, desde então, o cenário geopolítico se alterou profundamente, com a bárbara invasão da Ucrânia pela Rússia e as suas consequências nos planos humanitário, social e económico, com reflexos expressivos no aumento dos preços da energia e na rutura das cadeias de abastecimento.
Mas pode e deve um País decidido e um Governo de ação rever em baixa as suas ambições perante este cenário? A resposta é que obviamente pode, mas que não deve.
Bem sabemos que o que resta do ano de 2022 comporta amplos espaços de incerteza, em que estaremos sujeitos à volatilidade dos mercados e dependentes de fatores que não controlamos. Foi assim nos últimos dois anos e será assim nos próximos tempos. Mas virada a página da crise política, o que importa é reforçar a nossa ambição e manter o foco em Portugal e nos portugueses.
A incerteza não pode fazer o país abandonar a trajetória de convergência com a União Europeia, não pode fazer o governo abrandar a marcha e muito menos inverter um rumo que os portugueses nos traçaram.
Os mesmos portugueses que sabem, como nós sabemos, que há certamente muita estrada para andar e que enquanto houver ventos e mares, o Governo aqui estará, o Governo não vai parar.
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