Intervenção do Ministro das Finanças na Comissão de Orçamento e Finanças na audição ao abrigo do regimento da AR
«Enfrentamos tempos de exigência. A Europa vive há seis meses com uma guerra dentro de portas. Um conflito que repudiamos e que gera, acima de tudo, uma crise humanitária à qual não queremos ser, nem somos, indiferentes.
Mas esta é também uma guerra que não se trava só no terreno: prolonga-se pelas economias. É uma guerra em que o gás e os alimentos têm sido usados como arma e que, por isso mesmo, imprime custos severos às nossas populações. É importante reconhecê-lo: os bens essenciais estão mais caros. Vemo-lo na conta do supermercado, quando abastecemos na bomba de combustível, quando pagamos as faturas do gás ou da luz.
Em poucos meses, as taxas de inflação na União Europeia, e em Portugal também, saltaram de patamares em torno de 2% para patamares acima dos 7%. As previsões da generalidade das instituições foram sucessivamente ultrapassadas. E Portugal não está, ainda assim, na posição mais exigente no plano europeu – onde, note-se, há parceiros onde a inflação supera os 20%!»
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