Intervenção do Ministro das Finanças na conferência da Ordem dos Economistas «O Orçamento do Estado para 2022»
«Em tempos de elevada incerteza, um decisor político precisa de rigor nas análises; de humildade na ponderação das diversas opções; e de mobilizar os cidadãos e os demais agentes económicos para as escolhas que têm de ser feitas – muitas delas, convenhamos, escolhas difíceis.
Em todas as dimensões, o contributo do economista é fundamental: conhece a atualidade, mas também a história; investiga; reflete; pondera. A ajuda dos economistas é sempre relevante, mas ganha ainda mais importância em momentos de alterações como este. Esta foi, aliás, uma das lições da década passada.
A grande crise financeira mostrou os limites da desregulação, convocou-nos a uma nova abordagem aos riscos financeiros e, no plano europeu, evidenciou as reformas necessárias às uniões monetária e de mercado de capitais.
Para evoluirmos precisámos de revisitar hipóteses e paradigmas, desafiar dogmas, e desenhar alternativas.
Percorremos um longo caminho desde então. Reformámos o sistema financeiro, bancário e não bancário, para proteger os contribuintes, os depositantes e os investidores. E evoluímos na arquitetura institucional europeia e na coordenação das políticas orçamentais.
Estamos longe do ideal e, até, do necessário. Mas sabemos também o que já construímos em conjunto. Longe vão os tempos em que o Banco Central Europeu se recusava a estabilizar os mercados de dívida, perante ataques especulativos perniciosos à adequada transmissão da política monetária. E, não é demais recordar, que durante a pandemia, a União Europa emitiu dívida comum para financiar uma resposta europeia à crise.»
Leia a intervenção na íntegra.
