12 milhões de euros para promover saúde mental no Ensino Superior
Candidaturas ao financiamento vão estar abertas entre 15 de novembro e 15 de dezembro
Ana Catarina Mendes, Elvira Fortunato e Manuel Pizarro
lançam esta terça-feira o Programa para a Promoção de Saúde Mental no Ensino
Superior, um programa de financiamento que promove a implementação de projetos
na área da saúde mental e bem-estar.
Existem hoje na rede de ensino superior cerca de 430 mil
estudantes, a maioria na faixa etária entre os 18 e 25 anos,
idades que os especialistas identificam como críticas para o aparecimento de
doenças mentais graves.
Embora grande parte das Instituições do Ensino Superior
(IES) já possua um gabinete de apoio ao estudante, que inclui o apoio
psicológico e a promoção do bem-estar, a oferta ainda não é suficiente para
responder às necessidades. Um estudo pedido pelo Governo para servir de base ao Programa para a Promoção de Saúde Mental conclui que 15% das instituições do ensino superior não dão qualquer resposta na área da saúde mental."
Para mudar este panorama, o Governo vai disponibilizar 12
milhões de euros para ajudar as Instituições do Ensino Superior na criação de
uma resposta adequada às crescentes solicitações da comunidade académica nas
áreas de desenvolvimento pessoal, social e profissional ao longo do percurso
académico, e na transição para o mercado de trabalho, bem como para reforçar as
respostas já existentes.
O programa tem como objetivos:
- Apoiar
as IES na criação ou consolidação de mecanismos de apoio psicológico aos
estudantes com qualidade e eficácia;
- Promover
projetos que privilegiem abordagens preventivas que desenvolvam nos estudantes competências
sócio-emocionais relacionadas com a resiliência mental e gestão de stress;
- Estimular
estratégias de intervenção precoce que procurem evitar o desenvolvimento
de patologias mais graves, aproveitando o contexto de proximidade para uma
maior eficácia;
- Fortalecer
a articulação entre as estruturas existentes nas IES e no SNS,
nomeadamente no que concerne aos mecanismos de identificação de situações
de doença mental grave e o seu encaminhamento para os serviços de saúde
especializados;
- Apoiar
iniciativas que deem particular atenção a grupos de estudantes mais
vulneráveis tais como os novos estudantes, os estudantes deslocados
(nacionais ou internacionais), os estudantes com necessidades educativas
específicas, e os estudantes pertencentes a minorias étnicas ou de género.
