«A execução dos fundos europeus depende do envolvimento de toda a sociedade»
Ministra da Presidência sublinhou que «nos próximos anos, Portugal receberá mais de 50 mil milhões de euros em fundos europeus»

Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, no Millenium Talks, Lisboa, 22 junho 2022 (foto: João Bica)
Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, no Millenium Talks, Lisboa, 22 junho 2022 (foto: João Bica)
«Nos próximos anos, Portugal receberá mais de 50 mil milhões de euros em fundos europeus, incluindo os 23 mil milhões de euros do PT 2030 e os 16,6 milhões de euros do Programa de Recuperação e Resiliência, e todos sabemos que a execução e a concretização destes programas dependem de toda a sociedade portuguesa. Naturalmente do Governo e das instituições públicas, mas também das instituições de formação, das instituições de ensino superior, do sistema científico e tecnológico português e, obviamente e principalmente, também do envolvimento do tecido empresarial».
Foi assim que a Ministra da Presidência, Mariana Vieira da Silva, começou a sua intervenção no evento Millenium Talks, que decorreu no pavilhão Carlos Lopes, em Lisboa.
A Ministra frisou que, no conjunto do PRR e do PT 2030, as empresas contam com 11 mil milhões de euros, um acréscimo de cerca de 90% face ao ciclo de programação anterior (Portugal 2020) e lembrou os dados recentes do Banco de Portugal, que concluiu que as entidades públicas portuguesas vão executar um volume de despesa inferior à média dos Programas de Recuperação e Resiliência do resto da União Europeia têm.
Mariana Vieira da Silva terminou a sua intervenção reforçando que, com a mobilização de todos, certamente será possível fazer do PRR «a alavanca de que precisamos para ter um salto qualitativo no perfil de especialização da nossa economia, um salto qualitativo nas competências da nossa população ativa, um salto qualitativo também na nossa coesão social. Um salto qualitativo que corresponda, também, a uma aproximação significativa aos níveis de bem-estar dos países europeus mais desenvolvidos».
