«A transição digital é um dos maiores desafios que temos pela frente»
Primeiro-Ministro destaca plano de ação governamental para a transição digital

Primeiro-Ministro, António Costa, na sessão de encerramento do 31.º congresso da Associação Portuguesa para a o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), Lisboa, 12 maio 2022
Primeiro-Ministro, António Costa, na sessão de encerramento do 31.º congresso da Associação Portuguesa para a o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), Lisboa, 12 maio 2022
«A transição digital é um dos maiores desafios que temos pela frente e um dos quatro que o Governo identificou no seu programa, juntamente com as alterações climáticas, o inverno demográfico e o combate às desigualdades«, disse o Primeiro-Ministro, António Costa, na sessão de encerramento do 31.º congresso da Associação Portuguesa para a o Desenvolvimento das Comunicações (APDC), que teve lugar no auditório da Faculdade de Medicina Dentária da Universidade de Lisboa.
«Os desafios das alterações climáticas e da transição digital foram escolhidos como os dois grandes motores da recuperação e desenvolvimento económico da Europa nesta década», acrescentou.
António Costa disse que «temos, desde 2020, um plano de ação para a transição digital, que se desmultiplica em ações desde a capacitação à infraestruturação, àquilo que pode ser a mais valia do ponto de vista económico e geoestratégico do nosso País».
O primeiro aspeto tem a ver com a capacitação. «Temos, neste momento, uma vantagem importante. Portugal é, no conjunto da União Europeia, um dos países com o maior número de engenheiros por cem habitantes, só ultrapassado pela Alemanha e pela Áustria, o que traduz a capacidade que o País tem para enfrentar este desafio», afirmou.
«A academia digital irá formar 800 trabalhadores nos próximos quatro anos, tendo em vista readaptá-los, requalificá-los para as novas tarefas digitais», apontou, antes de se referir ao capítulo das infraestruturas.
A meta mais exigente é que, até ao final de 2023, 75% das populações das freguesias de baixa densidade e das regiões autónomas estejam cobertas pela rede 5G. Este desafio é decisivo para a coesão territorial e para gerar novas oportunidades de emprego», disse.
Impacto na indústria automóvel
De acordo com o Primeiro-Ministro, «o impacto na indústria automóvel com o efeito duplo das transições energética e digital é algo difícil neste momento de antecipar, mas que tem de se devidamente antecipado».
«Por isso, o Estado Português solicitou à Organização Internacional do Trabalho (OIT) um estudo específico sobre o impacto das transições digital e energética na indústria automóvel. É um estudo que está em vias de conclusão e que é importante seguir. É fundamental garantir a coesão social nesta transição», disse.
