Cimeira da NATO «começou da melhor maneira»
Primeiro-Ministro destacou significado da entrada da Suécia e Finlândia para garantir a paz na Europa

Primeiro-Ministro António Costa, Ministros dos Negócios Estrangeiros, Gomes Cravinho, e da Defesa Nacional, Helena Carreiras, à chegada à cimeira da NATO, Madrid, 29 junho 2022 (foto: NATO)
Primeiro-Ministro António Costa, Ministros dos Negócios Estrangeiros, Gomes Cravinho, e da Defesa Nacional, Helena Carreiras, à chegada à cimeira da NATO, Madrid, 29 junho 2022 (foto: NATO)
O Primeiro-Ministro António Costa afirmou que a Cimeira da NATO «começou da melhor maneira», com o anúncio da entrada da Finlândia e da Suécia, numa declaração à chegada à reunião dos Chefes de Estado ou de Governo da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO, na sigla em inglês), que decorre em Madrid.
António Costa acrescentou que o processo de ratificação por Portugal da adesão da Suécia e da Finlândia à NATO será «bastante rápido».
Após a agressão russa à Ucrânia, «é mais importante do que nunca reforçar esta aliança defensiva» para «garantir uma paz duradoura na região euro-atlântica e, em especial, na Europa».
Reforço militar
O Primeiro-Ministro disse que Portugal participará de «forma adequada às circunstâncias» no reforço da defesa da NATO. «Aguardamos que o comando da NATO faça uma precisão da distribuição das capacidades que são necessárias e da nossa contribuição», acrescentou.
Na cimeira da Madrid, os dirigentes dos 30 países vão aprovar o reforço da presença militar nos Estados do leste europeu e da quantidade de tropas em maior prontidão, neste caso, de 40 mil para mais de 300 mil militares, disse o secretário-geral da NATO, Jens Stoltenberg.
António Costa referiu que este aumento de oito vezes das tropas em maior prontidão é um aumento global e «não quer dizer que cada país aumente oito vezes a sua disponibilidade».
«Nós participaremos da forma adequada às nossas circunstâncias e ao forte reforço que temos vindo a fazer ao longo dos anos, e que iremos prosseguir, tendo em vista cumprir os objetivos que em 2014 foram assumidos para reforço do nosso investimento em defesa», afirmou.
Portugal incrementou bastante a participação em forças nacionais destacadas no âmbito da NATO, disse apontando que «este ano temos uma forte presença na Roménia, vamos continuar seguramente a tê-la e acompanharemos o reforço» geral.
Aumento de despesa
O Primeiro-Ministro afirmou também que Portugal não se pode «objetivamente comprometer» com uma data para atingir a meta de despesa em defesa 2% do Produto Interno Bruto, aprovada na Cimeira de Glasgow em setembro de 2014, após a ocupação da região ucraniana da Crimeia por tropas russas.
Portugal só «assume compromissos que sabe que pode cumprir», e «de uma forma séria, não podemos objetivamente comprometer-nos com uma data, atenta a situação de incerteza que a economia global está a viver, com um enorme crescimento da inflação, com uma pressão sobre as taxas de juros e a grande determinação que temos de uma forte redução da nossa dívida pública».
António Costa afirmou que «Portugal, neste momento, vai cumprir para o ano o objetivo que tinha assumido, por escrito, para 2024: atingir 1,66% do Produto Interno Bruto» destinado à Defesa.
Quando Portugal assumiu, em 2018, o compromisso de atingir 1,66% em 2024, ficou definido que poderia chegar aos 1,98% nesse ano se fossem disponibilizados os recursos comunitários que estavam previstos.
Contudo, os recursos «que estavam previstos na altura deixaram de existir» e «estão em discussão novos. Se vierem novos, as coisas podem alterar-se. Não se alterando, nós podemos ter um compromisso para, ao longo da década, convergir para esse objetivo», de 2%.
