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2022-06-24 1312

Eletrificação da linha do Algarve representa «um investimento muito importante para a região e para o País»

«Hoje é um momento de festa, cem anos depois estamos a eletrificar a linha do Algarve», disse o Ministro das Infraestruturas e da Habitação, Pedro Nuno Santos, durante a cerimónia de assinatura do Auto de Consignação da Empreitada de Eletrificação da Linha do Algarve (Troço Tunes - Lagos), que decorreu em Lagos.
 
O Ministro referiu que esta iniciativa faz parte de «um conjunto muito importante de investimentos» que o País deve continuar a fazer, sobretudo numa região que tanto contribui para a economia nacional como é o caso do Algarve.
 
Entre os vários ganhos deste investimento - financiado por fundos europeus em 85% - Pedro Nuno Santos destacou a questão ambiental:
 
«O verdadeiro ganho ambiental é nós conseguirmos que as composições movidas a diesel deixem de circular no nosso País e que possamos ter comboios elétricos. E não tenhamos a menor dúvida que não há, do ponto de vista da eficiência energética e de ganho ambiental, qualquer comparação entre um meio de transporte movido a energia elétrica, por catenária, ou qualquer outro meio de transporte movido a bateria», frisou.
 
Próximos investimentos em ferrovia
 
O Ministro disse também que este ciclo de investimentos em eletrificação da ferrovia estará concluído até ao final de 2023 ou início de 2024, seguindo-se depois um novo ciclo, mais focado no passageiro e que terá, «naturalmente, de passar pelo Algarve». A redução do tempo das viagens será um dos grande objetivos.
 
Pedro Nuno Santos afirmou, contudo, que a ferrovia precisa ainda de «ganhar mais competitividade face ao automóvel» e que deverá ir além da eletrificação e do conforto.
 
A ligação das linhas ferroviárias portuguesas às espanholas e, no caso do Algarve, à Andaluzia, foi outro dos investimentos futuros referidos por Pedro Nuno Santos e que, conforme referiu, fazem parte «de uma grande ambição legitima e justa, que é ligar a linha do Algarve ao corredor mediterrâneo».
 
Sobre a falta de material circulante, o Ministro destacou o trabalho feito pela CP, na recuperação de carruagens que estavam encostadas «um pouco por todo o País», acrescentando que será ainda necessária a aquisição de mais 117 comboios.
 
Segundo Pedro Nuno Santos, esta será a «maior compra de material da história da CP e da ferrovia portuguesa» e cujo concurso já foi lançado.