Governo estuda melhoria do acesso a bombas de insulina automáticas
No Dia Mundial da Diabetes foi criado um grupo de trabalho para atualizar a estratégia de acesso a tratamento com dispositivos de perfusão subcutânea
Foi assinado hoje, 14 de novembro, no Dia Mundial da Diabetes, um despacho que cria um grupo de trabalho para atualizar a estratégia de acesso a tratamento com dispositivos de perfusão subcutânea contínua de insulina (PSCI), conhecidos como bombas de insulina automáticas, tendo em vista a melhoria do acesso a estes dispositivos de nova geração por parte dos doentes com diabetes do tipo 1, bem como o alargamento da sua utilização, nomeadamente entre crianças e jovens.
Com este grupo de trabalho, o Governo reforça a aposta na prevenção, diagnóstico precoce e tratamento de qualidade da diabetes mellitus, para reduzir o impacto da doença e proporcionar a todos os doentes, de forma equitativa e sustentável, o acesso aos melhores cuidados de saúde e a soluções de maior conforto, dando resposta a uma necessidade há muito identificada por profissionais de saúde, cuidadores e doentes.
Esta equipa, que envolve associações de doentes, sociedades científicas e sociedade civil, deverá apresentar, no prazo de 120 dias, uma proposta de atualização da estratégia de acesso a tratamento com PSCI, bem como propor medidas para fomentar a igualdade no acesso aos novos dispositivos, especialmente entre crianças e jovens, pelas melhorias significativas que os dispositivos de nova geração representam na qualidade de vida destas pessoas e também na maior segurança para famílias e cuidadores.
O grupo de trabalho, cuja constituição será publicada em Despacho esta semana, integra um representante do Gabinete do Ministro da Saúde, de organismos da Saúde – Direção-Geral da Saúde (DGS), INFARMED - Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde, Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) e Serviços Partilhados do Sistema de Saúde (SPMS).
Dá-se continuidade ao cumprimento ao Programa do XXIII Governo Constitucional, que estabelece como uma das prioridades continuar a desenvolver a política de inovação para acesso a novos medicamentos e dispositivos médicos, de acordo com as boas práticas e uma relação custo-benefício favorável.
