Conferência de imprensa do Conselho de Ministros de 2 de março de 2023
Governo reforça emergência médica na região do Algarve
INEM recupera delegação regional extinta em 2012

Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, em conferência de imprensa após Conselho de Ministros, Faro, 2 março 2023 (foto: João Bica)
Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, em conferência de imprensa após Conselho de Ministros, Faro, 2 março 2023 (foto: João Bica)
O Conselho de Ministros aprovou o decreto-lei que altera a lei orgânica do Instituto Nacional de Emergência Médica de Portugal (INEM), permitindo ao INEM recuperar no Algarve a sua delegação regional.
«Esta é uma decisão muito importante do ponto de vista operacional. A delegação regional existiu até 2012, altura em que foi fundida pelo então Governo na delegação regional de Lisboa, Vale do Tejo e Alentejo e isso retirou a capacidade de funcionamento nesta região que agora é plenamente recuperada», disse o Ministro da Saúde, Manuel Pizarro, na conferência de imprensa que decorreu em Faro, no âmbito da iniciativa «Governo Mais Próximo».
Manuel Pizarro salientou que o INEM opera regularmente 42 meios de emergência na região algarvia, incluindo um helicóptero de emergência médica, três viaturas médicas de emergência e reabilitação, quatro viaturas de suporte imediato de vida e um conjunto de outras viaturas, umas do próprio INEM, outras dos parceiros do sistema integrado de emergência médica, quer corporações de bombeiros, quer a Cruz Vermelha.
«Preparamos assim condições para um reforço da emergência médica na região do Algarve, que irá também ter um ponto muito importante com a transferência para as novas instalações, cuja obra está em fase final de concretização, como pudemos constatar através da visita de ontem, em Loulé, e que estará concluída até ao final do ano de 2023», referiu.
O Ministro sublinhou ainda que «este é um dos elementos do esforço que estamos a fazer para qualificar os serviços de saúde na região do Algarve, que exigem um modo de organização e articulação muito próprio», explicando que o Algarve «é a única região do País que está confrontada com o atendimento regular a uma população de cerca de meio milhão de habitantes, mas que é, em muitos momentos, superior ao dobro, o que exige uma capacidade local de coordenação, direção e articulação que é agora plenamente recuperada».
