"PRR não são 32 mil fogos em abstrato, são 32 mil famílias que terão oportunidade de ter o seu lar"

Primeiro-ministro esteve na assinatura do protocolo para construção de 700 casas para arrendamento acessível na antiga Estação Radionaval de Algés

Cerca de 3,2 mil milhões de euros do PRR vão ser investidos em habitação (Foto: Lusa/Manuel de Almeida)

Cerca de 3,2 mil milhões de euros do PRR vão ser investidos em habitação (Foto: Lusa/Manuel de Almeida)

Primeiro-ministro esteve na assinatura do protocolo para construção de 700 casas para arrendamento acessível na antiga Estação Radionaval de Algés


"Um programa para as pessoas" que representa, para o País, uma enorme oportunidade e um enorme desafio. O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou esta quarta-feira (20 de dezembro) a importância e a dimensão do investimento que o país está a fazer na habitação pública, lembrando que o objetivo passa não só por dar resposta às situações de maior carência - com o programa 1.º Direito -, mas também à classe média.

No encerramento da cerimónia de assinatura do protocolo entre o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU) e a Câmara Municipal de Oeiras para a construção de 700 casas para arrendamento acessível na antiga Estação Radionaval de Algés, António Costa lembrou que "durante anos, os fundos europeus excluíram sempre a habitação". Um cenário que foi invertido com as verbas do Programa de Recuperação e Resiliência (PRR), que começou por prever 2700 milhões de euros para a construção de habitação pública e ascende agora, após a reprogramação, aos 3200 milhões de euros. Com um peso percentual no total das verbas do PRR que não se repete em qualquer outro país, este investimento, a fundo perdido, permitirá a construção de 32 mil fogos, a concretizar até ao final de 2026.

"O PRR está contratualizado entre Portugal e a União Europeia e estamos obrigados a cumpri-lo até às 24 horas do dia 31 de dezembro de 2026", lembrou o líder do Executivo, destacando que o País "não pode estar sempre a mudar de preocupações" e que cada "dia que se perde põe maior dificuldade na concretização" do PRR.  Uma execução que é um enorme desafio, dado que "até agora o parque público são cerca de 123 mil fogos" - "O que nos propomos fazer é, nestes três/quatro anos, aumentar em quase 25% o parque público de habitação construído ao longo de décadas". 

"Este é um programa para as pessoas" - o PRR "não são 32 mil fogos em abstrato, são 32 mil famílias que vão ter oportunidade de ter o seu lar", disse António Costa. Um programa para todas as pessoas: "Hoje o nosso problema da habitação não é só com o programa 1.º Direito, para quem não tem habitação, ou não tem habitação condigna. Hoje, o desafio da habitação é também para a classe média", defendeu o primeiro-ministro que, destacando a importância de outros apoios à habitação - como os que se destinam aos mais jovens - acrescentou também que a "única forma que temos de moderar o preço e de tornar a habitação acessível é concretizar estes investimentos".