Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, na audição nas comissões de Orçamento e Finanças e de Trabalho Segurança Social e Inclusão da proposta de OE para 2022, Assembleia da República, 27 abril 2022

Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, na audição nas comissões de Orçamento e Finanças e de Trabalho Segurança Social e Inclusão da proposta de OE para 2022, Assembleia da República, 27 abril 2022

Orçamento da Segurança Social com mais 1500 milhões de euros do que em 2021

Reforço do investimento social: apoios às famílias e combate à pobreza

O Orçamento da Segurança Social para 2022 tem um acréscimo de mais 1500 milhões de euros face a 2021 e de 4100 milhões de euros face a 2019, disse a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho.

Numa audição conjunta na Comissão de Orçamento e Finanças e na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, no Parlamento, Ana Mendes Godinho enumerou as medidas previstas na proposta do Orçamento do Estado para reforço do investimento social.
 
Apoio às famílias e combate à pobreza
 
No âmbito do apoio às famílias, a Ministra referiu que o Orçamento do Estado para 2022 prevê o alargamento da rede de creches em 10 mil vagas, a gratuitidade das creches para crianças do 1.º e 2.º escalão (35 mil) e a gratuitidade progressiva para todas as crianças até 2024. Prevê, ainda, o reforço das prestações de parentalidade, que se traduzem nos incentivos à partilha entre homens e mulheres nas licenças parentais (majoração dos subsídios) e às licenças de trabalho a tempo parcial, bem como o reforço das licenças complementares de apoio familiar.

No contexto do combate à pobreza, será criada a Garantia para a Infância, uma nova prestação de 100 euros mensais (70 euros em 2022), para todas as crianças e jovens com menos de 18 anos em situação de pobreza extrema (123 mil) e o reforço do abono de família nos 1.º e 2.º escalões para garantir, até 2023, 600 euros anuais (400 mil crianças). Para as famílias que não beneficiam destas medidas, está previsto o Complemento de Garantia para a Infância (diferencial pago pela AT para garantir 600 euros a todas as crianças com menos de 18 anos) e o reforço da dedução fiscal a partir do segundo filho até aos 6 anos – de 600€ para 900€ em 2023.
 
A atualização regular das pensões de velhice - com a qual 2,6 milhões de pensionistas tiveram o aumento regular das pensões em janeiro - e a atualização extraordinária, pelo sexto ano consecutivo - para pensões de velhice até aos 1108 euros - foram outras das medidas destacadas pela Ministra. 

Ana Mendes Godinho afirmou que há mais um milhão de trabalhadores contribuintes desde 2015, que permitiram um aumento sustentado de 50% das contribuições e garantem a sustentabilidade do sistema contributivo (alargando em 26 anos a capacidade do FEFSS).

Simplificação e transição digital
 
Ana Mendes Godinho relembrou também, na sua intervenção inicial, o investimento de 200 milhões de euros no âmbito do PRR, tendo em vista a simplificação e transição digital dos processos da Segurança Social.
 
Entre as várias medidas de simplificação e transição digital está a eliminação da entrega mensal das declarações de remunerações, que permitirá a 400 mil empresas eliminar a obrigatoriedade de entrega de 8 milhões de declarações por ano. 
 
A Ministra apontou como vantagens desta medida a redução dos custos de contexto, o aumento da eficácia do sistema contributivo, a maior qualidade e atualidade da informação, a integração inteligente de dados na Administração Pública e a garantia dos direitos dos trabalhadores.