Punir adeptos violentos «de forma célere e eficaz» é essencial para o futebol ser momento de festa
Secretária de Estado da Administração Interna disse que todos devem contribuir para um ambiente onde o incitamento à violência não tem lugar

Secretária de Estado da Administração Interna, Isabel Oneto, no encerramento da conferência «Thinking Football Summit 2022», Porto, 20 novembro 2022
Secretária de Estado da Administração Interna, Isabel Oneto, no encerramento da conferência «Thinking Football Summit 2022», Porto, 20 novembro 2022
A Secretária de Estado da Administração Interna, Isabel Oneto, afirmou que punir «de forma célere e eficaz» os atos violentos praticados por adeptos nos recintos desportivos «constitui um passo essencial» para o futebol ser visto como um momento de festa e não de confronto.
Isabel Oneto, que intervinha no encerramento da conferência «Thinking Football Summit 2022», organizada pela Liga Portugal, referiu que as autoridades judiciárias e policiais vão assinar um protocolo «para concretizar uma melhor troca de informações desportivas».
Outro passo a dar nessa matéria, vai ser a regulamentação da partilha de dados – entre autoridades, organizadores e promotores – sobre indivíduos, suspeitos de praticar atos violentos em recintos desportivos, para aplicação de sanções disciplinares, referiu Isabel Oneto.
A Secretária de Estado frisou ainda que as associações de adeptos de os clubes de futebol «não podem ser encaradas como grupos marginais» e esta consciência contribuiu para a proposta de alterações ao regime jurídico da segurança e combate ao racismo, xenofobia e intolerância nos espetáculos desportivos.
Contudo, acrescentou Isabel Oneto, isso pressupõe que todos os atores ligados a esse espetáculo «contribuam para um ambiente saudável, onde o incitamento à violência não tem lugar».
Haver segurança «é um elemento fundamental» dos espetáculos desportivos porque, insistiu a Secretária de Estado da Administração Interna, «o futebol não será certamente aquilo para que todos vós procuram contribuir» se os cidadãos «recearem os momentos de comemoração, se o apoio às suas equipas for visto com anseio, se as famílias considerarem o estádio um local a evitar».
