«Sem segurança não há desenvolvimento e qualquer euro colocado na Proteção Civil é um investimento»
Secretária de Estado da Proteção Civil presidiu à conferência «Prevenção e Segurança em Ambiente Industrial»

Secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, na conferência «Prevenção e Segurança em Ambiente Industrial», Alcochete, 18 maio 2022
Secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, na conferência «Prevenção e Segurança em Ambiente Industrial», Alcochete, 18 maio 2022
A Secretária de Estado da Proteção Civil, Patrícia Gaspar, afirmou que todo o investimento feito em prevenção de riscos, nomeadamente em ambiente industrial, é fundamental para que o País se desenvolva e crie emprego, com garantias de segurança para os trabalhadores, a população e o meio envolvente.
Na abertura da conferência «Prevenção e Segurança em Ambiente Industrial», promovida pela Câmara Municipal de Alcochete, Patrícia Gaspar disse que «sem segurança não há desenvolvimento e qualquer euro que os autarcas coloquem na proteção civil, nos trabalhos de prevenção, de preparação e também de resposta, não é um custo, é seguramente um investimento para a proteção de todos, sem exceção».
A Secretária de Estado realçou a importância do patamar local no sistema de proteção civil, congratulando o município de Alcochete pela reflexão feita em torno de um tema tão relevante no distrito de Setúbal. «Nos últimos anos temos vindo a falar cada vez mais na importância do patamar local, na criação de comunidades mais resilientes, na criação de municípios mais capazes, mais robustos para responder às emergências que, em 90% dos casos, começam e terminam na escala local».
Patrícia Gaspar recordou a experiência que teve ao longo de quatro anos como Comandante Distrital de Setúbal, que lhe permitiram uma grande aprendizagem nas diversas dimensões da proteção civil. «Foi aqui que dei alguns dos passos mais importantes na minha carreira na área da proteção civil. Foram quatro anos de enorme experiência, de grande aprendizagem, e foi aqui perto, no concelho vizinho, que me estreei na primeira operação que comandei no terreno – precisamente um incêndio industrial, numa unidade de transformação de carnes», contou, partilhando com os presentes que, nessa época, os seus grandes receios eram a ocorrência de um incêndio florestal na Arrábida e um grande incêndio industrial, uma vez que o distrito de Setúbal é dos que regista uma maior concentração de indústrias SEVESO – as que apresentam maiores riscos.
«Rapidamente percebi que estas indústrias não eram a grande fonte de preocupação, porque todas elas tinham o trabalho de casa feito, tinham implementados os planos de segurança, os planos de emergência perfeitamente articulados, quer do ponto de vista interno, quer do ponto de vista externo, com as autarquias, com os corpos de bombeiros, com as forças de segurança», disse Patrícia Gaspar, sublinhando porém que, na área da proteção civil, nunca se pode descansar sobre os resultados.
«Independentemente das conquistas que vamos alcançando, importa nunca descurar, nunca baixar os braços, nunca reduzir os níveis de monitorização, de acompanhamento e de prevenção, para que a indústria seja um polo de desenvolvimento, de emprego, de evolução do país e não um polo de preocupação», acrescentou.
A Secretária de Estado afirmou ainda que «o risco zero não existe, nunca existirá, e por isso o nosso papel é o de conhecer estas realidades, trabalhá-las, estudá-las e mitigar toda e qualquer hipótese de acidente, trabalhando em rede com todos os agentes de proteção civil».
