«É preciso reforçar a confiança das pessoas nas vacinas»

Ministra da saúde sublinhou que as vacinas são uma das inovações mais poderosas da história da medicina

Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na conferência «Desafios da Vacinação e Saúde Global», Lisboa, 17 abril 2024

Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, na conferência «Desafios da Vacinação e Saúde Global», Lisboa, 17 abril 2024

Ministra da saúde sublinhou que as vacinas são uma das inovações mais poderosas da história da medicina


«É preciso reforçar a confiança das pessoas nas vacinas e reforçar o seu acesso equitativo: são estes os objetivos partilhados por Portugal e pela Comissão Europeia», afirmou a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no encerramento da Conferência ‘Desafios da Vacinação e Saúde Global: Presente e Futuro’, organizada pela Associação Portuguesa da Indústria Farmacêutica (Apifarma), em Lisboa.

Referindo «o surgimento de casos de sarampo em Portugal, que são um alerta» de que «há trabalho por fazer e é um erro ficarmos sossegados com as elevadas taxas de cobertura do Plano Nacional de Vacinação», afirmou que «um dos desafios atuais é a presença de comportamentos de hesitação na vacinação, amplificados pela vasta desinformação associada». 

A Ministra afirmou que «as vacinas são um importante instrumento de saúde pública e uma das inovações mais reconhecidas e poderosas da história da medicina. Para um melhor entendimento do panorama atual, a Direção-Geral da Saúde irá apresentar o Relatório Anual da Vacinação – 2024 durante os próximos dias, na expetativa de mobilizar todos os parceiros quanto aos dados que serão apresentados».

Simplificar processos
 
Ana Paula Martins disse que o Governo não pretende que «tudo fique na mesma», mas sim «reforçar e apoiar o que está bem (e é muito felizmente) e rapidamente intervir em áreas fundamentais da governação do Estado», apontando a burocracia, o «atraso na decisão» e a «falta de clareza no propósito». 

«Uma das nossas prioridades é a simplificação dos processos, que assumem impactos tantas vezes desnecessários e tantas vezes decisivos na vida das pessoas e das empresas. A valorização através da modernização do Infarmed, é neste contexto prioritária e fundamental», disse, acrescentando a intenção de assinar «um contrato programa onde seja claro para todos que teremos os melhores recursos, mas também os melhores resultados», e ainda «ambição, quando nos comparamos com as outras agências irmãs».
 
Para estes objetivos de simplificação de processos «as nossas lideranças no Ministério da Saúde são fundamentais e esperamos tudo delas. Queremos que decidam, que assumam os riscos que a sua qualidade e condição de Gestores Públicos exige», que tenham «maior autonomia» e «responsabilidade absoluta nos resultados».

Ana Paula Martins disse também que «se hoje estamos focados no Plano de Emergência para a Saúde, não é menos verdade que através dele já iniciamos a construção de um quadro plurianual de investimento e reforço do SNS. É uma tarefa complexa, mas acrescenta previsibilidade (naturalmente na incerteza do mundo em que vivemos) para todos».

Ensaios clínicos
 
A Ministra referiu-se igualmente aos ensaios para investigação clínica, afirmando que «tem sido uma aposta de todos os Governos, sempre assumida como uma prioridade na agenda da saúde e avanços importantes têm sido feitos».

Contudo, acrescentou, «precisamos de estabelecer um quadro de objetivos, também plurianual, para a legislatura, com a ambição de retirar Portugal da cauda Europa na investigação clínica para nos aproximarmos da nossa vizinha Espanha que tem o melhor rácio de ensaios clínicos na Europa».