Primeiro-Ministro destaca importância de combater formas digitais de subversão da democracia
Luís Montenegro empossou os dirigentes dos serviços de Informações e de Segurança Interna

Primeiro-Ministro Luís Montenegro e Ministros Paulo Rangel, Leitão Amaro, Nuno Melo, Rita Alarcão Júdice e Margarida Blasco na posse dos dirigentes dos sistemas de informações e de segurança, Lisboa, 27 dezembro 2024 (foto: Gonçalo Borges Dias/GPM)
Primeiro-Ministro Luís Montenegro e Ministros Paulo Rangel, Leitão Amaro, Nuno Melo, Rita Alarcão Júdice e Margarida Blasco na posse dos dirigentes dos sistemas de informações e de segurança, Lisboa, 27 dezembro 2024 (foto: Gonçalo Borges Dias/GPM)
O Primeiro-Ministro Luís Montenegro conferiu posse ao Secretário-Geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), embaixador Vítor Sereno, e à Secretária-Geral do Sistema de Segurança Interna (SSI), magistrada Patrícia Barão, numa cerimónia realizada em Lisboa.
«Estamos efetivamente num tempo diferente, num tempo novo, em que, para além de todos os fenómenos tradicionais, temos novos fenómenos que são difíceis de identificar, difíceis de combater, difíceis de travar. Estamos num tempo em que, por exemplo, o crime por via digital, atinge repercussões inimagináveis, atinge o fulcro da democracia, condiciona a expressão da vontade popular», afirmou Luís Montenegro.
O Primeiro-Ministro referiu a discussão recente do Conselho Europeu sobre os ataques aos Estados-membros através de desinformação, condicionamento da opinião, «manipulação de factos que aparecem aos olhos das pessoas como verdadeiros, confiáveis e são, a maioria das vezes, o instigar para determinadas linhas de pensamento e comportamento teleguiadas».
Por isto, esta é uma época em que «todos são convocados a colaborar de forma articulada para enfrentar tamanhos desafios». «É o tempo de não termos aquela preocupação afunilada apenas com a esfera da ação que nos compete mais diretamente».
«É o tempo de partilhar, é o tempo de integrar, numa só visão e num só trabalho, aquela que é a função de cada um ao serviço do interesse nacional, que é o mesmo que dizer da garantia dos direitos e liberdades dos cidadãos, da garantia da própria essência da democracia», disse ainda.
Os currículos profissionais de Vitor Sereno e de Patrícia Barão dão «garantias fortes» de desempenho das funções na presente situação, disse, acrescentando que «estão ambos muito convergentes com o Governo naquilo que são hoje as complexas missões que têm pela frente, num quadro que, repito, será sempre um quadro de cooperação, de articulação».
Na tomada de posse, estiveram ainda presentes os Ministros de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, da Presidência, António Leitão Amaro, da Defesa Nacional, Nuno Melo, da Justiça, Rita Alarcão Júdice, e da Administração Interna, Margarida Blasco, vem como o Procurador-Geral da República, os dirigentes máximos da Polícia Judiciária, PSP e GNR e o Chefe do Estado Maior General das Forças Armadas.
