Afixados resultados dos Exames Nacionais do Ensino Secundário realizados na época extraordinária

Comunicado do Ministério da Educação, Ciência e Inovação

• Processo de classificação digital decorreu com toda a normalidade e tranquilidade, à 
semelhança do verificado na 2.ª fase.  

• Mais de 21 mil provas corrigidas por cerca de 3 mil professores classificadores. 

• Professores classificadores recebem 1 euro por cada item classificado digitalmente e 10 
euros por cada prova corrigida em papel. 

• Exames realizados na época extraordinária podem ser utilizados na 2.ª fase do Concurso 
Nacional de Acesso ao Ensino Superior 2026. 

• Relatório do Conselho Nacional de Educação com propostas e recomendações sobre 
avaliação externa deverá ser entregue até ao final de dezembro. 

As classificações dos Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário realizados na época 
extraordinária foram hoje afixadas nas escolas, ficando assim concluída, no prazo previsto, 
mais uma importante etapa do processo de avaliação externa dos alunos. 

O sucesso da classificação digital na época extraordinária, tal como também verificado na 
2.ª fase, não invalida a melhoria de que este processo será alvo no próximo ano letivo. 

Demonstra também a capacidade de ultrapassar rapidamente os constrangimentos 
verificados na 1.ª fase e, por outro lado, que o modelo de classificação digital funciona, 
sendo as suas mais-valias ainda mais evidentes futuramente com a consolidação de 
processos. 

No seguimento dos mecanismos de monitorização e dos ajustes técnicos introduzidos 
durante a 1.ª fase, verificou-se também na época extraordinária um número muito residual 
de situações de erro reportadas pelos professores classificadores, que, no entanto, foram 
rapidamente corrigidas. 

Foram realizadas mais de 21 mil provas na época extraordinária, correspondendo a mais de 
160 mil itens. Os professores classificadores vão receber 1 euro por cada item classificado
de forma digital e 10 euros por cada prova corrigida em formato de papel, à semelhança do 
aplicado em relação à 1.ª e 2.ª fases. 

A decisão de retomar o pagamento aos professores classificadores do Ensino Secundário, 
o que não sucedia desde 2010, visou reconhecer e compensar o compromisso, a 
disponibilidade, o profissionalismo e o rigor destes docentes, que asseguraram a 
classificação de um número elevado de provas e de itens, com prazos exigentes e 
respeitando os critérios e os procedimentos definidos pelo Júri Nacional de Exames (JNE). 
Também na época extraordinária, os alunos terão acesso de forma gratuita às provas em 
formato PDF, o que lhes permite verificar a integridade das mesmas e confirmar a 
correspondência das digitalizações com as provas realizadas em papel. Esta medida, 
introduzida este ano pela primeira vez, reforçou a fiabilidade, a transparência e a confiança 
no sistema de avaliação externa. 

A realização de uma época extraordinária dos Exames Nacionais do Ensino Secundário, nos 
dias 3, 4, 7 e 8 de setembro, visou assegurar que nenhum aluno foi prejudicado por 
circunstâncias que não lhe são imputáveis, uma vez que as dificuldades técnicas verificadas 
na classificação eletrónica da 1.ª fase impediram alguns estudantes de conhecer as suas 
classificações definitivas atempadamente, o que poderá ter condicionado a decisão de 
inscrição e de realização de exames na 2.ª fase, bem como a adequada preparação dos 
alunos. Puderam inscrever-se para a época extraordinária todos os alunos em condições 
de realizar provas na 2.ª fase. No caso de o mesmo exame ter sido realizado na 2.ª fase e em 
setembro, conta a melhor classificação obtida.  

Na segunda-feira, as escolas procederam também à afixação dos resultados dos processos 
de reapreciação relativos à 2.ª fase. Do total de 2.563 pedidos, em 1.928 (75,2%) verificou
se uma subida da classificação, em 254 (9,9%) uma descida e nos restantes 381 (14,9%) a 
nota manteve-se. 

Relembra-se que o Governo solicitou ao Conselho Nacional de Educação (CNE) uma 
apreciação aprofundada, independente, abrangente e participada do modelo de avaliação 
externa das aprendizagens, que não se limite à análise dos constrangimentos verificados 
no ano letivo 2025/2026, mas permita formular recomendações estruturais para o seu 
aperfeiçoamento e para a preparação dos futuros ciclos de avaliação externa. O relatório 
do CNE deverá ser entregue até ao final do ano. 

Os Exames Finais Nacionais do Ensino Secundário são uma etapa fundamental do percurso 
escolar dos alunos e são determinantes no acesso ao Ensino Superior. O Ministério da 
Educação, Ciência e Inovação agradece, mais uma vez, a todos os envolvidos: professores 
classificadores e relatores, escolas, diretores, professores vigilantes e secretariados de 
exames, e aos membros do JNE, do EduQA e da Imprensa Nacional – Casa da Moeda. 

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