Assinados contratos para levar a rede de internet mais rápida às famílias e empresas de todo o território nacional

• A instalação das redes visa permitir que todos os edifícios residenciais e não residenciais, designadamente os destinados à indústria, ao comércio e às atividades agrícolas, passem a ter acesso à rede de internet mais rápida.
• A assinatura dos contratos foi feita entre as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e a DSTelecom, operadora de telecomunicações que ganhou o concurso internacional para instalação das redes.

Nova etapa da política de coesão territorial e de promoção do crescimento económico

O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, o Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, e o Secretário de Estado da Administração Local e Ordenamento do Território, Silvério Regalado, participaram hoje, em Carrazede de Ansiães, na cerimónia de assinatura dos Contratos para a Instalação, Gestão, Exploração e Manutenção das Redes de Comunicações Eletrónicas de Capacidade Muito Elevada, que possibilitará a cobertura de todo o território nacional da rede de fibra ótica, em particular nos territórios de baixa densidade.

A instalação destas redes visa permitir que todos os edifícios residenciais e não residenciais, designadamente os destinados à indústria, ao comércio, e às atividades agrícolas, passem a ter acesso à rede de internet mais rápida.
“Não estamos apenas a lançar uma infraestrutura. Estamos a reforçar uma ideia de país. O desenvolvimento nacional nunca será pleno enquanto houver territórios que fiquem à margem das grandes transformações económicas, tecnológicas e sociais do seu tempo”, afirma o Ministro da Economia e da Coesão Territorial.

Castro Almeida considera que “é muito injusto ver tantas zonas do país sem acesso a rede de telemóvel ou de internet”. “Esta empreitada vai resolver esse problema”, assegura o Ministro. “Entrámos hoje numa nova etapa na política de coesão territorial em Portugal, que também é de promoção do crescimento económico, ao permitir a todo o território nacional, a todas as famílias e empresas a possibilidade de acederem às infraestruturas digitais mais modernas”, sublinha.

O Ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, considera que “o dia de hoje é emblemático, pois ao garantir boas comunicações e serviços digitais, torna viável viver e trabalhar fora das áreas metropolitanas, promovendo teletrabalho e novos modelos híbridos; fixação de jovens e quadros qualificados e a sustentabilidade demográfica dos territórios do interior.”

“Com total cobertura nacional, poderemos finalmente assegurar que temos um país com condições de desenvolvimento tecnológico e inovação, independentemente da região onde nos encontremos”, reforça Miguel Pinto Luz, acrescentando que “com a cobertura das áreas brancas é dado um passo decisivo para que as potencialidades do 5G e até do 6G se tornem mais do que um mero slogan.”

A assinatura dos contratos foi feita entre as cinco Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional, sendo a do Norte a entidade gestora do projeto, e a DSTelecom, empresa de telecomunicações que ganhou o concurso público internacional para instalação destas redes.

Estes contratos são assinados ao abrigo da Estratégia Nacional para a Conectividade em Redes de Comunicações Eletrónicas de Capacidade Muito Elevada 2023-2030, com o objetivo de garantir o acesso de toda a população a uma rede Gigabit até 2030.

O Conselho de Ministros autorizou em novembro a realização do concurso público internacional para a gestão, exploração e manutenção de redes de fibra ótica para territórios onde a mesma não existe ou existe sem qualidade, permitindo o acesso à internet em banda larga.

Este projeto prevê uma comparticipação pública de cerca de 30 milhões de euros, repartidos pelo FEDER (Portugal 2030) e despesa pública nacional provenientes do leilão do 5G.