Defesa assina acordo estratégico com a Bélgica para instalação de fábrica de munições em Portugal

Comunicado do Ministério da Defesa Nacional

  • O Ministro da Defesa, Nuno Melo, presidiu à cerimónia na antiga Fábrica da Pólvora Sem Fumo de Chelas
  • O documento foi assinado pelo Subdiretor-geral de Armamento e Património da Defesa Nacional, Contra-almirante António Mateus, e pelo Diretor-geral de Armamento Belga, Tenente-general Bernard Phaleg

Deste acordo decorre a intenção de instalar uma fábrica de munições em Portugal que se estima que possa criar até 100 postos de trabalho

O Ministro da Defesa Nacional, Nuno Melo, presidiu, na terça-feira, à cerimónia de assinatura do Memorando de Entendimento entre Portugal e Bélgica para a parceria estratégica, com vista à compra conjunta, produção e fornecimento de armas e munições de baixo calibre (padrão NATO), no âmbito do instrumento europeu SAFE. Deste acordo decorre a intenção de instalação, com recurso a uma joint venture, de uma fábrica de munições em território nacional, que se estima que possa criar até 100 postos de trabalho, num investimento de 50 milhões de Euros, estando a sua localização ainda em análise. O evento ocorreu na antiga Fábrica da Pólvora Sem Fumo de Chelas, em Lisboa.

O documento, elemento iniciador desta parceria estratégica bilateral Estado-a-Estado, foi assinado pelo Subdiretor-geral de Armamento e Património da Defesa Nacional, Contra-almirante António Mateus, e pelo Diretor-geral de Armamento Belga, Tenente-general Bernard Phaleg. Deste acordo emerge a possibilidade de edificação das componentes de capacitação, incluindo a cooperação industrial, de onde se destaca a criação de uma fábrica de munições de baixo calibre, a ser edificada em Portugal até 2029, por parceria entre a empresa portuguesa IdD Portugal Defence, S.A. e a empresa belga FN Herstal.

A assinatura do acordo na antiga fábrica - fundada em 1898 - simboliza o atual ciclo de investimento na reindustrialização do País e no reforço da Base Tecnológica e Industrial de Defesa, através do desenvolvimento de capacidades nacionais para a produção de bens cuja oferta é deficitária na Europa e no mundo, num contexto geopolítico em que a autonomia de produção e a disponibilidade de munições constituem um imperativo estratégico.

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