Governo conclui a operação de aquisição de participação na REN

• Parpública concluiu a operação na REN com a compra de mais 5,3% do capital social 

• Operação em defesa do interesse público e de um ativo estratégico para o país 

A Parpública deu continuidade ao processo estabelecido pelo Governo, de aquisição de até 
20% do capital da REN.

Para tal, alcançou um acordo com o Grupo Fidelidade para a aquisição da totalidade da sua 
participação no capital da REN, correspondente a 5,3%, o que eleva a participação do 
Estado para 19%, dando ao Estado mais direitos de governance, essenciais para assegurar 
o interesse estratégico do país.  

Após a emissão do visto prévio do Tribunal de Contas em 29 de outubro de 2026, a aquisição 
foi concluída pelo valor de 138,791 milhões de euros. 

Para financiar a operação, o Estado transferiu 136,036 milhões de euros para a Parpública, 
a que acresce o montante não utilizado transferido na 1.ª fase. 

O valor da compra representa um prémio implícito de cerca de 8,34% do preço médio 
ponderado pelo volume nos últimos 6 meses. 

A diferença entre os prémios pagos da 1ª e da 2ª fase reflete o diferente valor estratégico de 
cada posição. O prémio da 1ª fase remunerou os direitos de governance conferidos, a falta 
de liquidez e a certeza de execução da operação. 

O prémio de 8,34% na 2.ª fase é inferior, o que se justifica pelo facto de o Estado já dispor 
de poderes de designação no Conselho de Administração e se tratar de um reforço de uma 
posição já existente e não de uma primeira entrada no capital, o que implica menor risco de 
execução e de integração.

Recorde-se que na União Europeia, apenas Portugal não tinha o Estado como acionista da 
empresa que gere a Rede Elétrica Nacional. Dos 27 Estados Membros, 14 detêm 100% da 
respetiva empresa, 8 detêm mais de 50% do capital e 3 detêm uma participação superior a 
20%, mas inferior a 50%. As mudanças geopolíticas e a cada vez maior importância da 
energia, e da eletricidade em particular, sobretudo no esforço de eletrificação da economia 
e na atração de investimento em Inteligência Artificial e centros de dados, justificam 
também a decisão, que se insere numa tendência mundial de maior presença dos governos 
em áreas estratégicas.

O novo contexto nacional e internacional veio acentuar a relevância das infraestruturas 
críticas e de autonomia estratégica dos Estados, atribuindo particular centralidade às redes 
de transporte de eletricidade e gás. A gestão, expansão, modernização e proteção dessas 
infraestruturas assumem-se como fatores determinantes para a capacidade do país 
responder aos desafios da transição energética, reindustrializar, atrair investimento, 
promover a eletrificação da economia e sustentar o crescimento económico.

Neste enquadramento, revela-se especialmente importante assegurar uma articulação
mais estreita entre o Estado e o operador das redes nacionais de transporte de energia,
de modo a promover um maior alinhamento entre a respetiva orientação estratégica
e as prioridades públicas nacionais.  

Tal objetivo é atingido através deste reforço da presença pública no capital da REN, pois 
permite dotar o Estado de um instrumento acrescido de acompanhamento e alinhamento 
com as prioridades nacionais num setor de manifesto interesse estratégico, sem prejuízo 
da preservação da estabilidade institucional, da continuidade operacional da empresa e 
preservando a estabilidade regulatória. 

A REN constitui um ativo de elevada relevância para o país, atendendo às funções críticas 
que desempenha na operação, segurança e continuidade da infraestrutura nacional de 
transporte de eletricidade e de gás natural, assumindo um papel chave no funcionamento 
do sistema energético nacional, incluindo na garantia da segurança de abastecimento. 
Tal como anteriormente, nenhum dos governantes que teve conhecimento prévio desta 
operação deteve ou detém ações da REN. 

Com esta operação, o Governo considera concluído o objetivo de adquirir uma participação estratégica na REN.  

Áreas: Finanças

A informação apresentada foi útil?

Partilhe a sua opinião