Impacto dos horários alargados nas Lojas de Cidadão
- Os atendimentos cresceram 6,6% em comparação com o mesmo período do ano passado, numa tradução de mais 46.478 atendimentos. Tempo Médio de Espera (TME) desceu em 75% das Lojas.
- Atendimento espontâneo sem marcação promoveu melhoria da qualidade dos serviços.
"Os resultados demonstram que a uniformização e o alargamento dos horários, aliados ao reforço do atendimento espontâneo, permitiram aumentar a capacidade de resposta das Lojas de Cidadão, com mais atendimentos e uma redução dos tempos de espera na maioria das lojas."
Ministro Adjunto e da Reforma do Estado, Gonçalo Matias
Com a entrada em vigor do Decreto-Lei n.º 121/2025, que estabelece o alargamento e uniformização dos horários das entidades públicas presentes nas Lojas de Cidadão com maior fluxo (Porto, Braga, Vila Nova de Gaia, Aveiro, Viseu, Coimbra, Marvila, Odivelas, Laranjeiras, Setúbal, Faro e Seixal), os atendimentos cresceram 6,6% em comparação com o mesmo período do ano passado (mais 47.000 atendimentos em 4 meses).
- 90% das Lojas aumentaram o volume de atendimentos.
- Tempo Médio de Espera (TME) desceu em 75% das Lojas;
- Motores do crescimento: IMT (+96,2%), Autoridade Tributária (+60,2%) e ISS (+5,8%);
A AT teve o maior impacto no atendimento (em valores absolutos de número de atendimentos), maior redução do TME (-40 min) e a maior queda de encerramentos antecipados (-739).
Atendimento espontâneo sem marcação promoveu melhoria da qualidade dos serviços, com impacto maior nas entidades que apenas asseguravam atendimento com marcação prévia obrigatória (AT e IMT).
Não foi ainda possível aplicar a todas as entidades presentes nas lojas, mantendo a AIMA atendimento tendencialmente agendado. Entidades apontam a falta de RH como impeditivo para cumprir as obrigações do DL.
O saldo líquido é de +46.478 atendimentos (+6,6%). O crescimento concentra-se nas entidades que passaram a assegurar atendimento espontâneo: o IMT quase duplicou (+96,2%), embora a partir de uma base reduzida e numa única Loja (Marvila), e a Autoridade Tributária cresceu +60,2%, com o maior contributo absoluto. Em sentido inverso, o IRN (-4,0%), a DGAJ (-16,1%) e a AIMA (-19,5%)
registaram quebras, associadas a restrições de valências, horário reduzido ou manutenção do modelo agendado.