MECI assina 15 novos contratos-programa com IES para aumentar vagas na formação de professores

Comunicado do Ministério da Educação, Ciência e Inovação

  • Além dos 10 contratos-programa com as IES com data de outubro de 2025, são agora assinados mais 15 novos contratos e cinco adendas aos contratos existentes. No total, há 25 contratos-programa ativos.
  • Novos contratos-programa e revisão de contratos existentes abrangem 20 Instituições de Ensino Superior para aumentar o número de vagas nas licenciaturas em Educação Básica e mestrados em Ensino.
  • IES vão disponibilizar, cumulativamente, um total de 20.292 novas vagas entre o atual ano letivo e 2029-2030.
  • Medida prevê mais 3.020 vagas, um aumento de 17,5%, face à manutenção da oferta de 2026/2027 durante os quatro anos letivos abrangidos.
  • Mantêm-se as majorações de financiamento por diplomado: 30% nos mestrados associados a grupos de recrutamento prioritários, 20% nos restantes mestrados que habilitam à docência e 10% nas licenciaturas em Educação Básica.
  • Reforçar a capacidade estrutural de formação de professores e contribuir para reduzir as situações de alunos sem aulas por períodos prolongados são objetivos desta medida.

O Ministério da Educação, Ciência e Inovação celebra 15 novos contratos-programa com Instituições de Ensino Superior (IES) e cinco adendas a contratos existentes para reforçar a formação de professores. No total, os contratos resultam num aumento da oferta, cumulativamente, para 20.292 vagas em licenciaturas em Educação Básica e mestrados que habilitam à docência, entre os anos letivos 2026/2027 e 2029/2030.

Este reforço da formação de professores dá continuidade ao processo iniciado em outubro de 2025, quando foram assinados contratos-programa com 10 IES, criando condições de financiamento e previsibilidade para as instituições aumentarem a oferta formativa e o número de diplomados na área de Educação.

Os novos contratos abrangem as Universidades de Aveiro, da Beira Interior, de Coimbra, de Évora, da Madeira, do Minho, do Porto e dos Açores, e as Universidades Politécnicas de Beja, de Bragança, de Castelo Branco, de Coimbra, da Guarda, de Viana do Castelo e de Viseu. As cinco adendas atualizam os ciclos de estudos abrangidos e o número de vagas previstos nos contratos celebrados em 2025 com a Universidade de Leiria e Oeste, a Universidade Técnica do Porto, a Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro e as Universidades Politécnicas de Portalegre e de Santarém.

No total, com os novos contratos e com os contratos revistos pelas adendas, está prevista a disponibilização de 4.318 vagas em 2026-2027, 5.079 em 2027-2028, 5.430 em 2028-2029 e 5.465 em 2029-2030.

Esta oferta totaliza, cumulativamente, 20.292 vagas nos quatro anos letivos: 5.816 em licenciaturas em Educação Básica e 14.476 em mestrados em Ensino, sendo possível subir em 3.020 vagas face ao cenário previsto em 2026-2027, correspondendo a um aumento de 17,5%. (ver quadro abaixo)

Vagas previstas nos contratos-programa por instituição de ensino superior e ano letivo
IES Vagas 2026/27 Vagas 2027/28 Vagas 2028/29 Vagas 2029/30 Total de vagas Total sem aumento Aumento de vagas
Universidade Politécnica da Guarda 120 150 150 170 590 480 23%
Universidade Politécnica de Beja 72 127 157 177 533 288 85%
Universidade Politécnica de Bragança 230 315 325 325 1 195 920 30%
Universidade Politécnica de Castelo Branco 145 175 175 175 670 580 16%
Universidade Politécnica de Coimbra 225 230 250 255 960 900 7%
Universidade de Leiria e Oeste* 231 265 305 305 1 106 924 20%
Universidade Politécnica de Portalegre* 152 162 162 162 638 608 5%
Universidade Politécnica de Santarém* 160 340 340 340 1 180 640 84%
Universidade Politécnica de Viana do Castelo 162 240 240 240 882 648 36%
Universidade Politécnica de Viseu 214 234 234 234 916 856 7%
Universidade Técnica do Porto* 345 385 595 595 1 920 1 380 39%
Universidade da Beira Interior 25 30 45 45 145 100 45%
Universidade da Madeira 89 89 89 89 356 356 0%
Universidade de Aveiro 348 374 384 374 1 480 1 392 6%
Universidade de Coimbra 268 270 270 270 1 078 1 072 1%
Universidade de Évora 185 185 185 185 740 740 0%
Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro* 324 324 324 324 1 296 1 296 0%
Universidade do Minho 407 514 530 530 1 981 1 628 22%
Universidade do Porto 509 509 509 509 2 036 2 036 0%
Universidade dos Açores 107 161 161 161 590 428 38%
Total 4 318 5 079 5 430 5 465 20 292 17 272 17,5%

* Adendas.

Tal como em 2025, estes contratos dizem respeito a licenciaturas e mestrados existentes e em novos mestrados, com particular incidência nos grupos de recrutamento com maior carência:

  • Educação Pré-Escolar (GR 100)
  • Ensino Básico - 1.º Ciclo (GR 110)
  • Português e Estudos Sociais/História - 2.º Ciclo do EB (GR 200)
  • Português e Inglês – 2.º Ciclo do EB (GR 220)
  • Matemática e Ciências da Natureza - 2.º Ciclo do EB (GR 230)
  • Português - 3.º Ciclo do EB e Ensino Secundário (GR 300)
  • Inglês - 3.º Ciclo do EB e Ensino Secundário (GR 330)
  • História - 3.º Ciclo do EB e Ensino Secundário (GR 400)
  • Matemática - 3.º Ciclo do EB e Ensino Secundário (GR 500)
  • Física e Química - 3.º Ciclo do EB e Ensino Secundário (GR 510)
  • Biologia e Geologia - 3.º Ciclo do EB e Ensino Secundário (GR 520)

Para aumentar o número de vagas, as IES vão receber um incentivo financeiro adicional por diplomado, calculado a partir do valor médio anual de financiamento por aluno e da duração do curso:

  • 30% mestrados em áreas prioritárias
  • 20% mestrados
  • 10% licenciaturas em educação básica

As instituições comprometem-se a abrir as vagas previstas nos contratos, a desenvolver atividades para aumentar a atratividade dos cursos e a promover a sua conclusão com sucesso. A execução será acompanhada e avaliada anualmente.

O diagnóstico das necessidades docentes que fundamenta os contratos aponta para a necessidade de recrutar cerca de 20 mil novos professores até 2029-2030 e cerca de 39 mil até 2034-2035. Neste contexto, uma das prioridades assumidas pelo Ministério da Educação, Ciência e Inovação é aumentar o número de diplomados na área de Educação.

Para dar resposta a este desafio, o XXIV e o XXV Governos adotaram um conjunto de medidas para combater a escassez estrutural de professores, atraindo novos docentes e valorizando a carreira, para assegurar uma oferta educativa ajustada às necessidades do País.

Os contratos-programa assinados com as IES são uma das medidas para reforçar o número de docentes, a que se somam a reposição integral do tempo de serviço congelado, o apoio extraordinário à deslocação aos docentes colocados a pelo menos 70 quilómetros da morada fiscal, a atribuição de bolsas correspondentes ao valor das propinas para os estudantes que frequentam licenciaturas em educação básica e mestrados em ensino e uma bolsa de 3.600 euros aos alunos de mestrado em ensino durante o estágio.

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