Ministério da Justiça reforça inspetores e inspetores-chefe da Polícia Judiciária


127 novos inspetores aumentam a capacidade de resposta na investigação criminal
40 novos Inspetores-Chefe fortalecem a liderança operacional
Renovação dos quadros traz novas gerações, formações e percursos profissionais à Polícia Judiciária

Reforçar a capacidade de resposta perante uma criminalidade cada vez mais complexa

A Polícia Judiciária (PJ) conta, a partir desta semana, com 127 novos inspetores e 40 novos Inspetores-Chefe, num reforço dos seus quadros que aumenta a capacidade de resposta da instituição na investigação criminal e fortalece a sua estrutura de liderança operacional.

Este reforço representa uma aposta na renovação dos quadros e nas novas gerações de profissionais, integrando pessoas com formações académicas, experiências e percursos profissionais muito diversos. Ao mesmo tempo, permite reforçar as estruturas de chefia e assegurar a transmissão da experiência e dos valores que têm marcado a Polícia Judiciária ao longo de mais de oito décadas.
A entrada destes novos profissionais ocorre num contexto em que a criminalidade organizada assume uma complexidade crescente, com dimensões cada vez mais tecnológicas e transnacionais, exigindo equipas qualificadas e multidisciplinares e uma capacidade de investigação capaz de acompanhar a evolução dos fenómenos criminais.

Quem são os 127 novos Inspetores? Foram selecionados entre quase 2.300 candidatos, após um processo constituído por seis fases eliminatórias, seguido de nove meses de formação no Instituto de Polícia Judiciária e Ciências Criminais. Realizaram mais de 1.000 horas de formação. O grupo tem uma idade média de 30 anos, sendo composto por 53 mulheres (42%) e 74 homens (58%). São 92 licenciados e 35 mestres, com formação em áreas como Direito, Criminologia, Gestão, Economia, Engenharia, Educação Física e Desporto, entre outras.

Os novos inspetores apresentam também percursos profissionais diversificados, incluindo experiência em organismos da Justiça, forças e serviços de segurança, Forças Armadas e outros setores de atividade. São provenientes de diferentes regiões do país, incluindo as regiões autónomas.

Quem são os 40 novos Inspetores-Chefe e o que fazem?São 17 mulheres (43%) e 23 homens (57%), dos quais 15 já exerciam funções de chefia, com uma média de idades de 48 anos, que irão exercer funções em todo o território nacional e reforçar a estrutura de liderança operacional da Polícia Judiciária.

Os Inspetores-Chefe têm uma responsabilidade central na atividade operacional da Polícia Judiciária: chefiam as brigadas de investigação criminal, unidades nucleares da estrutura de investigação da PJ, constituídas por equipas que normalmente integram entre 6 e 10 inspetores. Cabe-lhes, entre outras funções, definir prioridades, acompanhar e supervisionar investigações, orientar as equipas e assegurar a execução da atividade operacional. A formação específica para a nova categoria decorreu durante oito semanas, tendo sido realizadas mais de 220 horas de formação.

Renovar os quadros, preparar o futuro

A diversidade de conhecimentos e experiências do reforço dos quadros, permite à Polícia Judiciária integrar novas competências e percursos, renovando as suas equipas e assegurando, ao mesmo tempo, a transmissão dos valores construídos ao longo de mais de oito décadas de história.

“Há organizações que existem enquanto existem as pessoas que as compõem. E há organizações que, pelo seu tempo, pela sua história, pelo serviço que prestam e, acima de tudo, pelos valores que afirmam, se tornam instituições. A Polícia Judiciária é uma dessas instituições.” 

Há mais de 80 anos que sucessivas gerações constroem a Polícia Judiciária, cada uma enfrentando os desafios do seu tempo. Como afirmou a Ministra da Justiça, “A instituição permanece. E é precisamente por permanecer que é maior do que qualquer um de nós.”

Na cerimónia de aceitação dos novos inspetores, a Ministra da Justiça, Rita Alarcão Júdice, destacou que a Polícia Judiciária precisa de equipas capazes de conjugar conhecimento jurídico, científico, digital e operacional, num contexto de crescente complexidade dos fenómenos criminais. 

Nas duas cerimónias, a Ministra da Justiça sublinhou também a importância do rigor, da independência, da imparcialidade, da integridade, do respeito pelos direitos fundamentais e do sentido de responsabilidade no exercício das funções.

A renovação dos quadros é, assim, acompanhada pela transmissão de uma cultura profissional e dos valores que sustentam a confiança dos cidadãos na Polícia Judiciária. Como afirmou a Ministra da Justiça perante as novas chefias, “a Polícia Judiciária tem mais de oito décadas de história durante as quais conquistou uma reputação de competência, rigor e credibilidade”. 

A Polícia Judiciária reforça, desta forma, os seus recursos humanos e a sua capacidade operacional para continuar a cumprir uma missão essencial à Justiça portuguesa e ao Estado de Direito democrático.