Portugal assume vice-presidência da nova RedArtes e liderança em 2027
- Rede ibero-americana reforça cooperação nas políticas públicas para a cultura e educação
- Plano Nacional das Artes, presente em mais de 70% dos agrupamentos escolares, é referência internacional
Portugal foi eleito para a primeira vice-presidência da RedArtes, a nova rede ibero-americana de Educação Artística e Cultural, criada em Bogotá no âmbito do Congresso Ibero-Americano de Educação e Formação Artística e Cultural — Artes para a Paz 2026. No ciclo inicial, a presidência cabe à Colômbia, estando já definido que Portugal assumirá a liderança da rede no período 2027-2028, num modelo de rotação entre países ibero-americanos.
A RedArtes constitui uma plataforma de cooperação entre ministérios ibero-americanos da Cultura, para reforçar políticas públicas que articulem educação, cultura, artes, território e comunidade. Entre as prioridades, estão o intercâmbio de metodologias, a formação de profissionais, a investigação, a avaliação de impacto e a partilha de boas práticas. Portugal contribui com a experiência do Plano Nacional das Artes (PNA), presente em mais de 70% dos agrupamentos escolares do país e reconhecido pela Organização de Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) como uma referência internacional.
No congresso, promovido pelo Ministério das Culturas, das Artes e dos Saberes da Colômbia e pela OEI, Portugal foi representado pelo Secretário de Estado da Cultura. Para Alberto Santos, “a RedArtes permite que os países ibero-americanos passem da inspiração mútua à ação, trabalhando num compromisso comum através da partilha de metodologias, da formação de profissionais e da valorização do papel dos artistas, professores, artesãos e mediadores culturais na vida das comunidades”.
Com a RedArtes, Portugal reforça o seu posicionamento no espaço ibero-americano e consolida um papel ativo na construção de uma agenda comum entre cultura e educação. A criação da rede ocorre num contexto internacional em que a educação artística e cultural é cada vez mais reconhecida como essencial para o desenvolvimento humano, a cidadania democrática, a coesão social e a promoção da paz, afirmando-se assim como uma prioridade estratégica.
