Intervenção da Ministra da Justiça no debate da Proposta de Lei que define objetivos, prioridades e orientações da política criminal para o biénio de 2025-2027
"A segurança das pessoas e a confiança nas instituições são valores fundamentais de qualquer Estado de Direito, cabendo aos poderes políticos orientar os esforços coletivos para proteger a sociedade e para reparar o que o crime nela fragilizou.
No caso da definição das prioridades da política criminal, trata-se de uma responsabilidade dos poderes políticos democraticamente legitimados: do Governo, na iniciativa, e da Assembleia da República, na decisão.
A ambos incumbe identificar os fenómenos criminais que mais comprometem a segurança das pessoas e a confiança nas instituições e definir as orientações que permitam ao sistema de Justiça dar-lhes resposta, no quadro dos princípios da separação de poderes, da legalidade, da autonomia do Ministério Público e da independência dos tribunais.
É este o propósito da proposta de lei que hoje apresento.
Mais do que um exercício formal, esta proposta traduz uma escolha política clara:
Queremos responder à evolução dos fenómenos criminais, concentrando esforços na prevenção daqueles que mais afetam a segurança das pessoas;
Queremos garantir maior proficiência na investigação e efetividade na repressão criminal;
Queremos reforçar a proteção das vítimas;
Queremos assegurar uma resposta mais eficaz e mais célere das instituições.
Queremos, em suma, contribuir para o reforço da confiança dos cidadãos no sistema de Justiça.
Definimos prioridades que refletem a evolução da criminalidade e os desafios que hoje se colocam às sociedades democráticas.
Entre os crimes de prevenção e investigação prioritárias encontram-se a criminalidade grave contra as pessoas, a violência doméstica, os crimes contra a liberdade e autodeterminação sexual, o tráfico de pessoas, a corrupção e a criminalidade económico-financeira, o tráfico de estupefacientes, o terrorismo e a criminalidade conexa."
Leia a intervenção na íntegra
: Justiça
