Intervenção do Ministro de Estado e das Finanças na apresentação do livro "Corporate Governance – Uma abordagem empresarial"
Este Manual nasce de quinze anos de contacto intenso dos autores com o tema da corporate governance, cruzando a sua experiência académica, investigação aplicada e prática empresarial.
Essa interação entre o que se ensina, o que se investiga e o que se decide confere aos autores e a esta obra uma qualidade particularmente relevante: a capacidade de aproximar reflexão teórica e realidade empresarial.
Ao longo das suas páginas, o Manual recorda-nos que a governação das empresas não é um exercício meramente técnico. É uma questão de confiança, de responsabilidade e de equilíbrio entre interesses.
Num contexto internacional cada vez mais exigente – marcado por mudanças tecnológicas rápidas, riscos geopolíticos e crescentes exigências de transparência – as organizações são hoje chamadas a responder com modelos de governação cada vez mais robustos.
Um dos grandes méritos desta obra é reconhecer que a corporate governance do século XXI já não pode ser pensada apenas na relação entre gestores e acionistas. O manual olha para o futuro, nomeadamente para:
- As novas fronteiras digitais,
- A crescente importância da inteligência artificial,
- O reforço das funções de risco e compliance e a evolução dos fatores ESG.
Todos estes pontos colocam desafios inéditos aos órgãos de governo das empresas.
Permitam-me sublinhar, em particular, a relevância que a corporate governance desempenha nas empresas públicas.
Nelas, a qualidade da governação assume uma importância acrescida, porque envolve diretamente a administração de recursos públicos e a responsabilidade perante os cidadãos.
Estas caraterísticas garantem eficiência, credibilidade e a prestação de contas perante os cidadãos, reforçando a confiança nas instituições.
Este Governo está particularmente empenhado em assegurar a separação das competências de propriedade, gestão e regulação, promover a autonomia de gestão, responsabilização e transparência de ação dos conselhos de administração e garantir a não interferência política na atividade do Setor Empresarial do Estado.
Leia a intervenção na íntegra