Intervenção do Ministro dos Assuntos Parlamentares no 8.º Congresso da Ordem dos Contabilistas Certificados
Para o Governo, a resposta não é a capitulação nem o anátema. É a melhoria concreta, material e mensurável da vida dos portugueses e do futuro de Portugal.
Como é que uma Ordem e uma classe profissional alicerçadas no escrutínio factual, na integridade dos números, na verdade material, no método legal e na idoneidade pública coexiste num ecossistema dominado por verdades alternativas e certezas de conveniência?
É este o equilíbrio indispensável: acorrer com urgência e justiça a quem mais precisa, sem desviar um milímetro da disciplina orçamental que assegura o amanhã.
Porque governar com sentido de Estado é precisamente isso: transformar a ação governativa na prova diária de que a democracia funciona, decide e responde aos problemas concretos da vida das pessoas.
Queremos escrutínio informado. Queremos uma governação fundamentada no conhecimento, no respeito institucional, na construção coletiva e na transparência deliberativa.
Recusamos a facilidade do populismo e a imobilidade do comodismo.
Isto significa rigor orçamental que é indissociável da justiça social.
Isto significa contas certas, para atingirmos as contas justas.
As “contas certas” não são o ponto de chegada. São a base operacional de uma governação humanista. São um instrumento ao serviço do país.
Temos de voltar aos princípios basilares da própria democracia e temos de os promover nas instituições sem cair nas armadilhas do nosso tempo.
Esse tem sido o desígnio deste Governo e eu sei que tem também sido o desígnio que move a Ordem dos Contabilistas Certificados. O desenvolvimento económico sustentável, a justiça e a coesão social fraterna e a estabilidade político-institucional são vértices inseparáveis de um mesmo desígnio nacional.