Primeiro-Ministro: António Guterres foi sempre uma voz forte e determinada na defesa da paz, do direito internacional e do multilateralismo

O Primeiro-Ministro reuniu-se esta quarta-feira, em Nova Iorque com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, para lhe agradecer o seu constante empenho na defesa da Carta da ONU e do multilateralismo

Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, no encontro com o secretário-geral das Nações Unidas,  António Guterres, à margem da a 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas. Nova Iorque, dia 23 de setembro de 2026 (Gonçalo Borges Dias)

“António Guterres é hoje a grande referência moral das Nações Unidas e da concertação, a nível mundial devido o esforço que tem feito para garantir o cumprimento do direito internacional, da Carta das Nações Unidas, do direito humanitário e a preocupação com os grandes desafios da humanidade para o futuro”, referiu o Primeiro-Ministro, no final do encontro com o secretário-geral das Nações Unidas, à margem da a 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas que está a decorrer em Nova Iorque.

Segundo Luís Montenegro, este encontro foi importante “para fazermos uma avaliação da situação nesta fase final do mandato do secretário-geral, António Guterres” e que coincide com o início de funções de Portugal como membro não permanente do Conselho de Segurança, “numa conjuntura que é muito complexa e na qual as Nações Unidas têm vindo a ter uma ação relativamente inglória”.  

No X, Luís Montenegro salientou ainda que António Guterres foi “ao longo dos últimos dez anos”, “um defensor constante da dignidade humana. A ONU e Portugal estão-lhe gratos pela sua afirmação como referência moral da humanidade”. 

O Primeiro-Ministro disse ainda que, mesmo perante esta conjuntura difícil, o secretário-geral das Nações Unidas manteve-se firme na sua missão de sensibilizar os líderes políticos para a necessidade de construírem pontes e se aproximarem, muitas vezes, de posicionamentos que são à partida divergentes. 

“E se as Nações Unidas, infelizmente, nem sempre têm alcançado esse objetivo, que é, digamos, a essência da sua organização, mas não é por responsabilidade, nem por falta de esforço do secretário-geral, é mesmo por incapacidade de alguns de seus membros e, em particular, de membros permanentes do Conselho de Segurança, o que não deixa de ser, naturalmente, muito, muito preocupante”, afirma.

Referindo-se aos atuais conflitos, do Médio Oriente e da guerra na Ucrânia, o Primeiro-Ministro reconhece que “estão a contribuir para que o ambiente, a atmosfera social e económica à volta do mundo, seja mais pesado e que as dificuldades apareçam na vida das pessoas, das empresas e na vida das instituições e das organizações. Estamos todos a ser penalizados e temos de apelar aqui um sentido de responsabilidade geral”.

 

A informação apresentada foi útil?

Partilhe a sua opinião