2026-05-22 1934

Aeroporto de Lisboa vai ter mais agentes da PSP e mais boxes de controlo de fronteiras

O Aeroporto de Lisboa vai contar, até ao final deste mês, com mais agentes da PSP, novos pontos de controlo de fronteiras e reforço dos meios tecnológicos, anunciou o Ministro da Administração Interna, Luís Neves.

“No final deste mês, teremos no aeroporto de Lisboa mais boxes e mais meios humanos por parte da PSP. No dia 28 termina um curso de quase 600 agentes da PSP, sendo que mais de um terço desses efetivos será colocado nas fronteiras aeroportuárias”, afirmou.

Além do aumento de efetivos, o Governo prevê instalar “mais boxes, onde as pessoas que passam a fronteira vão interagir com os nossos meios humanos”, bem como reforçar as e-gates (fronteira automática).

“Estamos muito confiantes de que esta questão, embora ainda leve algum tempo, será resolvida em favor dos interesses de Portugal”, disse Luís Neves.

O reforço abrangerá igualmente os aeroportos do Porto, Faro e Funchal. “Nos Açores, a situação está estabilizada”, acrescentou o Ministro, referindo-se aos constrangimentos que se têm verificado nos últimos dias no controlo de fronteiras nos aeroportos, em particular, em Lisboa. 

O governante destacou ainda que o objetivo é garantir simultaneamente rapidez e segurança: “O interesse do país é que haja passagens com dois requisitos: desembaraço e segurança. Não será por Portugal que a segurança do espaço europeu será posta em causa.”

Luís Neves lembrou que, na última década, “o fluxo de passageiros aumentou quase 70%”, enquanto as infraestruturas aeroportuárias “se mantiveram praticamente inalteradas” e os reforços de pessoal foram diminutos devido às dificuldades de recrutamento.

Luís Neves garantiu que o Governo está “a trabalhar de forma muito motivada” e manifestou otimismo quanto aos resultados das medidas em curso. “Estamos otimistas porque estes meios humanos, tecnológicos e de espaço darão frutos, que é aquilo de que todos precisamos”, disse.

O Ministro reconheceu, contudo, que a situação atual está longe do desejável: “O Senhor Primeiro-Ministro já reconheceu, o Senhor Ministro das Infraestruturas e Habitação ontem reconheceu e eu volto a reconhecer que não estamos como gostaríamos de estar.”

“O Governo está preocupado com esta situação e está a resolvê-la”, sublinhou Luís Neves, à margem de uma conferência sobre fogos rurais, na Figueira da Foz.