2026-06-17 1559

Ambicionar, desafiar e realizar: esta é a visão do Governo para Portugal

O Primeiro-Ministro defendeu esta quarta-feira, no debate quinzenal, uma visão para Portugal assente na ambição, na capacidade de desafiar obstáculos e na concretização de reformas que permitam ao país crescer, criar riqueza e gerar mais oportunidades para todos os portugueses.

"Temos de incentivar o trabalho, premiar o mérito e proporcionar aos portugueses condições para que possam realizar as suas ambições", afirmou, na Assembleia da República, defendendo que a transformação de Portugal exige "capacidade de decisão, coragem e força para avançar".

Luís Montenegro destacou a proposta de revisão do código de trabalho, destacando que esta é uma reforma crucial para aumentar a competitividade da economia, alcançar o crescimento económico, criar mais emprego e impulsionar melhores salários. Para se criar mais riqueza e um Estado Social mais forte. 

Segundo o Primeiro-Ministro, a proposta "conjuga produtividade e competitividade, com promoção e valorização do trabalho", reforçando simultaneamente direitos e mecanismos de proteção dos trabalhadores. 

“De que lado querem estar? Do lado da ambição e da valorização do trabalho ou do lado do imobilismo e da mediania”, questionou, dirigindo-se aos deputados. 
A aposta nos jovens foi igualmente apontada como uma prioridade da ação governativa. Num momento em que milhares de estudantes iniciam os exames nacionais do ensino secundário, Luís Montenegro deixou uma mensagem de confiança aos jovens e destacou medidas destinadas a criar mais oportunidades de acesso ao ensino superior e de valorização do talento, entre as quais o novo modelo de ação social do Ensino Superior, a criação da Universidade Técnica do Porto e da Universidade de Leiria e do Oeste e a revisão do regime jurídico das instituições de Ensino Superior.

No plano social, o Primeiro-Ministro destacou a proposta de criação da Prestação Social Única como um meio para reforçar a eficácia do Estado social e combater a exclusão social, através de respostas mais adequadas às necessidades de cada pessoa e de cada família.

"É o rosto de um Estado social mais forte", afirmou, defendendo que a medida permitirá combater a pobreza, incentivar a integração através do trabalho e garantir maior acompanhamento e fiscalização dos apoios atribuídos.

Luís Montenegro assegurou ainda que a proposta garante que ninguém será prejudicado face aos apoios de que beneficia atualmente, reiterando que a ação do Governo assenta no princípio de que ninguém deve ficar para trás.

"Esta é também a mentalidade que vos proponho. Ousarmos, arriscarmos e fazermos a diferença para transformar Portugal", concluiu.

Combate aos incêndios: verão será exigente e todos estão a ser mobilizados

O Primeiro-Ministro alertou para a exigência acrescida da próxima época de incêndios rurais, agravada pelos efeitos da tempestade que provocou a queda de centenas de milhares de árvores.

Luís Montenegro destacou o trabalho preventivo já realizado, incluindo a desobstrução de 18 mil quilómetros de rede viária florestal, com a mobilização diária de cerca de 830 operacionais, 245 viaturas e 60 máquinas.

O Primeiro-Ministro salientou ainda a criação do Comando Integrado de Prevenção e Operações, destinado a assegurar uma coordenação permanente entre prevenção, redução do risco e combate aos incêndios.

Referiu igualmente que o Serviço Nacional de Saúde ativou o plano de verão desde o dia 1 de maio, reforçando a preparação para responder aos desafios dos próximos meses.

Eleição para Conselho de Segurança da ONU mostra a eficácia da nossa política externa

O Chefe do Governo assinalou a eleição de Portugal como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas, considerando que o resultado demonstra a credibilidade internacional do País, a excelência da diplomacia portuguesa e a eficácia da política externa nacional. O Primeiro-Ministro destacou que foi a primeira vez que Portugal foi eleito em primeiro lugar e à primeira volta, classificando o resultado como um reconhecimento da consistência e continuidade da atuação externa portuguesa.