António Lobo Antunes: "figura maior da literatura portuguesa" - Governo decreta dia de luto nacional
O Conselho de Ministros, presidido pelo Presidente da República, aprovou o decreto que determina um dia de luto nacional em homenagem a António Lobo Antunes, a realizar no dia 7 de março de 2026. O escritor morreu aos 83 anos.
O Governo propôs ainda ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, a atribuição do Grande-Colar da Ordem de Camões a António Lobo Antunes, distinção que foi prontamente aceite.
O primeiro-ministro Luís Montenegro prestou homenagem ao escritor, descrevendo-o como "uma figura maior da cultura portuguesa". Numa publicação na rede social X, destacou que "o seu legado é uma crónica da humanidade e da originalidade do olhar português, e por isso continuará a inquietar-nos e a inspirar-nos". Em seu nome e no do Governo, expressou ainda "as mais sentidas condolências à família e aos amigos".
Também a ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, lamentou a morte de António Lobo Antunes, referindo-se ao autor como "um escritor maior de Portugal, intérprete sensível e incomparável da condição humana e um dos autores portugueses mais reconhecidos das últimas décadas". Numa mensagem publicada na rede social X, acrescentou que o escritor deixa "um legado brilhante e inesquecível".
Nascido em Lisboa, em 1942, António Lobo Antunes licenciou-se em Medicina e cumpriu o serviço militar como oficial médico em Angola, entre 1971 e 1973, experiência que o marcou definitivamente.
Mais tarde especializou-se em psiquiatria, profissão que exerceu durante alguns anos antes de se dedicar plenamente à escrita. Ao longo da carreira publicou 35 romances e numerosas crónicas, reunidas em seis volumes, afirmando-se como um dos mais importantes escritores portugueses contemporâneos.
Em 2007, recebeu o Prémio Camões, o mais prestigiado galardão da literatura em língua portuguesa. A sua obra foi distinguida com vários prémios nacionais e internacionais, bem como com algumas das mais altas condecorações do Estado português.
