Área ardida em 2026 é quatro vezes inferior à do ano passado

Primeiro-Ministro destaca preparação do maior dispositivo de sempre, mas alerta para semanas de elevado risco de incêndio

Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, durante uma reunião na ANEPC para um ponto de situação sobre os incêndios rurais, Lisboa, 18 agosto 2026 (Miguel Lopes/Lusa)

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, alertou hoje, 18 de agosto, para o "elevado risco" de incêndio que ainda se verifica no país e sublinhou que 2026 regista, até ao momento, uma diminuição de cerca de quatro vezes da área ardida face ao ano passado.

Luís Montenegro salientou que Portugal continua perante "semanas de elevada complexidade" e não pode existir "nenhum nível de facilidade" relativamente ao risco que permanece.

Após uma reunião de ponto de situação sobre os incêndios, na sede da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, em Oeiras, o Primeiro-Ministro destacou a resposta das forças no terreno e o trabalho de coordenação do Ministro da Administração Interna, Luís Neves, que o acompanhou na reunião.

O Primeiro-Ministro sublinhou que o dispositivo de combate aos incêndios é "o maior de sempre" e que todas as forças estão preparadas para responder às necessidades no terreno, salientando a importância da prevenção e da capacidade de resposta perante um fenómeno que tem afetado vários países europeus.

Luís Montenegro afirmou ainda que tem feito um acompanhamento permanente da situação dos incêndios, em articulação com o Ministro da Administração Interna e o Secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, com "elevado sentido de responsabilidade" e privilegiando a maximização da força de combate e de prevenção.

Neste contexto, considerou que o Ministro da Administração Interna está a fazer um "trabalho absolutamente extraordinário" na coordenação das forças envolvidas no combate aos incêndios, acrescentando que quem não reconhece a atuação do Governo está "desfasado da realidade".

O Primeiro-Ministro alertou também para o aumento das ignições noturnas e para a ocorrência de ignições simultâneas e próximas, além dos comportamentos negligentes associados ao uso do fogo. "Temos cada vez mais de combater e de evitar o uso indevido do fogo", afirmou, lembrando que situações aparentemente controladas podem originar incêndios de difícil contenção quando ocorrem sem a presença e autorização das autoridades competentes.

Luís Montenegro deixou ainda um reconhecimento público aos bombeiros, agentes de Proteção Civil, forças e serviços de segurança, Força Aérea e Forças Armadas, bem como às entidades dos vários departamentos do Estado envolvidas neste esforço, destacando também a solidariedade europeia e o contributo de Portugal no apoio a outros Estados-Membros afetados pelos incêndios.