Assembleia Mundial da Saúde: Portugal coloca cuidados de proximidade no topo da agenda
Portugal defendeu, na Assembleia Mundial da Saúde, em Genebra, sistemas de saúde mais próximos das pessoas, com maior articulação entre cuidados de saúde primários, hospitalares, especializados e comunitários. A posição portuguesa foi apresentada pela Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, que destacou a experiência nacional na integração de cuidados e reafirmou a importância de instituições multilaterais fortes, da cooperação internacional e do compromisso com a equidade para responder aos principais desafios globais da saúde.
Num evento dedicado à prevenção do suicídio, a Ministra afirmou que este fenómeno não é apenas “uma questão de saúde mental, mas um desafio social, de saúde pública e de direitos humanos”, defendendo respostas integradas e sustentadas, com cuidados oportunos, apoio comunitário, identificação precoce de pessoas em risco e medidas para limitar o acesso aos meios de suicídio.
Na área da saúde mental, Portugal apresentou a reforma em curso, centrada na desinstitucionalização e na proximidade dos cuidados. A reforma pretende reforçar os serviços comunitários, melhorar a articulação entre cuidados de saúde primários e especializados, promover intervenções precoces e reduzir o estigma associado à doença mental.
A participação portuguesa ficou ainda marcada pelo reconhecimento atribuído pela Organização Mundial da Saúde a Portugal pela eliminação das gorduras trans produzidas industrialmente. O certificado foi entregue à Ministra da Saúde pelo diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
As gorduras trans estão associadas a doenças cardiovasculares e mortes prematuras. A sua eliminação é considerada uma medida eficaz de saúde pública e resulta do trabalho desenvolvido pelo Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e de políticas nacionais de promoção de uma alimentação mais saudável, apoiadas pela ciência e pela regulação.
