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Bandeira Azul: Praia de Mira mantém distinção única no mundo há 40 anos

A Praia de Mira recebeu a primeira Bandeira Azul de 2026, num momento que assinalou o início da época balnear e celebrou um marco único a nível mundial: 40 anos consecutivos de atribuição deste galardão.

Na cerimónia do hastear da bandeira, realizada a 8 de junho, a Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, destacou o significado desta distinção para a valorização do litoral, a qualidade ambiental e da água balnear, a segurança e a gestão sustentável das zonas costeiras.

“É, a nível mundial, a única praia que tem 40 anos sem nenhuma interrupção da Bandeira Azul”, afirmou a Ministra.

Em 2026, Portugal conta com 350 praias costeiras e 46 praias interiores distinguidas com Bandeira Azul, além de marinas e embarcações galardoadas, num total de 438 distinções. O país ocupa o quinto lugar mundial em praias costeiras distinguidas e o segundo lugar em praias interiores, reforçando a sua posição de referência internacional neste programa.

A cerimónia decorreu numa praia que foi afetada pelas tempestades de inverno, mas que recuperou a tempo do início da época balnear através de uma intervenção coordenada pela Agência Portuguesa do Ambiente em articulação com o município, garantindo condições de segurança para residentes e visitantes.

A Ministra salientou ainda que a proteção e valorização da costa continuam a ser uma prioridade perante os impactos das alterações climáticas. Neste contexto, decorrem atualmente mais de 30 intervenções ao longo do litoral continental, integradas num investimento de 174 milhões de euros destinado à proteção costeira.

“A proteção do nosso litoral é uma prioridade para os portugueses e é uma prioridade para o Governo”, afirmou a Ministra.

Estas intervenções contribuem para preservar os ecossistemas, reforçar a segurança das populações e proteger atividades económicas ligadas ao turismo e ao mar, fundamentais para muitas comunidades costeiras.

Segundo Maria da Graça Carvalho, os resultados alcançados refletem o trabalho desenvolvido por autarquias, entidades públicas, comunidades locais e utilizadores das praias na preservação e valorização do litoral.

Em declarações aos jornalistas, após a iniciativa, a Ministra voltou a esclarecer que as regras relativas à utilização das praias e à ocupação das zonas concessionadas não sofreram alterações. As praias são de uso público, exceto nas áreas concessionadas e nos perímetros de segurança estabelecidos, que devem estar devidamente sinalizados. Defendeu, por isso, que para evitar confusão, as praias devam instalar um mapa muito claro que sinalize de forma inequívoca as áreas de concessão, as áreas de segurança e os espaços de utilização livre, cuja definição cabe aos municípios e à autoridade marítima.