Coleção de Arte Contemporânea do Estado ganha casa própria, ao fim de 50 anos
CACE Centro reforça conservação e gestão de acervo com mais de 2 300 obras

A ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, à chegada para a cerimónia de abertura da nova sede da CACE - Coleção de Arte Contemporânea do Estado, em Alcabideche, Cascais, 1 de julho de 2026. A abertura da nova sede da CACE marca o início de uma nova etapa para a coleção pública de arte contemporânea e para a política cultural de valorização do património artístico nacional. Inclui a inauguração da exposição “Dual Sim”, com curadoria de Filipa da Rocha Nunes e Sofia Montanha, que reúne 23 obras da CACE, e a apresentação de um projeto que a CACE tem vindo a desenvolver com a Companhia Nacional de Bailado. (TIAGO PETINGA/LUSA)
O novo espaço da Coleção de Arte Contemporânea do Estado, o CACE Centro, abriu a 1 de julho, em Alcabideche, no concelho de Cascais, dando pela primeira vez uma casa própria a um dos mais relevantes acervos públicos de arte contemporânea em Portugal.
A cerimónia de inauguração contou com a participação da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes. Criada em 1976, a coleção celebra 50 anos e integra mais de 2 300 obras, que passam agora a beneficiar de melhores condições de conservação, segurança, estudo, inventariação e gestão.
“A coleção de arte contemporânea do Estado firmou-se como um dos mais importantes acervos públicos do país”, afirmou Margarida Balseiro Lopes, sublinhando que o novo espaço permite responder às exigências operacionais, logísticas e financeiras associadas à dispersão da coleção por diferentes locais.
O CACE Centro permite acompanhar melhor as necessidades do acervo e reforçar o acesso público à arte contemporânea, sem deixar de assegurar a circulação de obras por museus e outros espaços de exposição. Segundo a Ministra, trata-se de criar “uma base mais justa para garantir que este património continue acessível e disponível para as atuais e para as futuras gerações”.
O novo espaço não substitui os museus de arte contemporânea existentes no país. Pretende antes apoiar a circulação da coleção, contribuir para uma programação cultural mais diversificada e fazer chegar estas obras a mais pessoas. Durante a cerimónia, foi também assinado um protocolo de colaboração entre a Museus e Monumentos de Portugal e a Câmara Municipal de Cascais.
