2026-05-22 1318

Economia portuguesa continua a crescer de forma sólida

“A economia portuguesa continua a crescer de forma sólida. No 1.º trimestre de 2026, o PIB cresceu 2,3% em termos homólogos, acelerando face ao ano anterior”, e “apesar do impacto das tempestades e do conflito no Médio Oriente”, afirmou o Ministro da Economia e Coesão Territorial, Castro Almeida, na Assembleia da República.

Os rendimentos “também evoluem positivamente com os salários (mínimo e médio) a crescer acima da inflação”. Há 85 projetos de investimento estrangeiro em análise, representando “mais de 22 mil milhões de euros”, acrescentou.

As exportações, depois de terem abrandado nos primeiros meses do ano, tiveram uma recuperação muito expressiva em março, o melhor mês de sempre, com +20,9% em relação ao mês anterior.

Castro Almeida sublinhou que “estes não são apenas números. São empresas que investem. São empregos criados. São rendimentos gerados. São oportunidades reais para os portugueses”.

Políticas consistentes

O Ministro disse que o Governo está a aplicar políticas consistentes que criam condições para o investimento e o emprego, destacando: o Programa Reforçar que já mobilizou 5,3 mil milhões de euros dos 10 mil milhões aprovados há um ano para apoiar a competitividade, a exportação e a internacionalização; e o Instrumento Financeiro para a Inovação e Competitividade (IFIC), com mais de 4,5 mil milhões de investimento na reindustrialização.

O Governo está também “a enfrentar um problema estrutural da nossa economia – a burocracia” –, estando a “preparar uma reforma profunda do regime de licenciamento, criando um modelo comum” à indústria, ao turismo, ao comércio, aos serviços e à restauração.

O objetivo é “reduzir prazos, eliminar incerteza e baixar custos para quem quer investir e criar riqueza”, extinguindo “esse imposto escondido que é o tempo que fazemos perder às empresas”.

PTRR

Castro Almeida referiu-se também ao PTRR, o plano de 22 mil milhões de euros destinado a transformar o país, que “não se limita a reagir” às tempestades do inverno, “cria condições para que o país saia mais forte, mais preparado e mais competitivo”.

O Ministro apontou, neste plano “duas dimensões centrais para o futuro do país: energia e desenvolvimento de áreas empresariais”.

“Num mundo instável, a energia deixou de ser apenas uma questão setorial, é hoje uma questão de soberania, de segurança e de competitividade económica” e o PTRR responde a este desafio reforçando a autonomia energética, reduzindo a dependência externa e garantindo a continuidade dos sistemas críticos, porque “não há economia forte sem um sistema energético robusto, resistente e autónomo”.

O PTRR cria também condições “para uma nova geração de áreas empresariais e parques tecnológicos distribuídos por todo o território, particularmente no interior”, com “infraestruturas, serviços e licenciamento antecipadamente assegurado, tornando Portugal mais atrativo para o investimento”.

“Será uma mudança estrutural: menos burocracia, mais previsibilidade, mais capacidade de atrair projetos industriais e tecnológicos de maior escala e mais oportunidades para o Interior”, disse.

Tempestades

Castro Almeida referiu-se ainda à recuperação dos danos causados pelas tempestades, avaliados em cinco mil milhões de euros, lembrando que “o Estado respondeu, com rapidez, com medidas concretas”. 

O Ministro destacou o trabalho conjunto entre as Câmaras Municipais e as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), referindo que “há ainda muito a fazer na atribuição dos apoios até 10 000€, apesar de 13 municípios já terem concluído todos os processos e 10 terem ultrapassado os 90%”.