Governo apresenta proposta que altera a lei laboral
Diploma tem votação prevista na generalidade para dia 19 de junho.

A ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Maria do Rosário Palma Ramalho, intervém na sessão plenária no dia da discussão na generalidade do Pacote Laboral, na Assembleia da República, em Lisboa, 18 de junho de 2026. (MANUEL DE ALMEIDA/LUSA)
O Governo apresentou, a 18 de junho, na Assembleia da República, a proposta de lei que altera a lei laboral. A reforma Trabalho XXI foi defendida como uma revisão estrutural da legislação do trabalho para reforçar direitos, aumentar a produtividade, tornar as empresas mais competitivas e criar condições para melhores salários.
No debate parlamentar, a Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, afirmou que a proposta procura assegurar que “o trabalho seja mais produtivo e as empresas mais competitivas”, considerando que este é um caminho para “pagar melhores salários”. A governante defendeu ainda que a reforma não reduz direitos dos trabalhadores e que, pelo contrário, os reforça.
A Proposta de Lei n.º 77/XVII/1.ª foi aprovada em Conselho de Ministros em 14 de maio e deu entrada na Assembleia da República em 18 de maio. O Governo apresenta este diploma como uma resposta à necessidade de adaptar o mercado laboral aos desafios da economia digital, promover maior produtividade e aproximar Portugal dos níveis salariais europeus.
Entre as prioridades destacadas estão a entrada de jovens no mercado de trabalho, a regulação dos impactos da inteligência artificial nas relações laborais, a conciliação entre vida familiar e vida profissional, a promoção da igualdade entre mulheres e homens no trabalho e o reforço de compensações devidas aos trabalhadores.
Durante o debate, o Governo manifestou disponibilidade para aprofundar a proposta na especialidade, caso seja aprovada na generalidade. A Ministra admitiu a análise de matérias como o trabalho por turnos, tendo em conta a particular penosidade desta forma de trabalho, e o aperfeiçoamento dos direitos de parentalidade.
A votação na generalidade está prevista para 19 de junho. Se a proposta for viabilizada, segue-se a discussão na especialidade, fase em que os grupos parlamentares podem apresentar alterações ao texto.
