2026-06-01 1725

Governo cria a Universidade Técnica do Porto

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, participou na cerimónia de criação da Universidade Técnica do Porto, sublinhando que a nova instituição reforçará a ligação entre o ensino superior, a investigação e as empresas.

Para Luís Montenegro, a criação da Universidade Técnica do Porto representa uma aposta no futuro do País. "Não estamos aqui apenas a criar uma universidade. Estamos verdadeiramente a tratar do nosso futuro", afirmou.

Na sessão, o Primeiro-Ministro defendeu que a universidade "deve ser fator de coesão social e de desenvolvimento económico" numa região que inclui territórios com diferentes níveis de desenvolvimento.

Luís Montenegro afirmou que é objetivo do Governo desenvolver um ensino superior com uma forte ligação ao tecido empresarial e à capacidade produtiva do País, salientando que esta é uma característica do atual Instituto Politécnico do Porto que será agora projetada para a nova universidade. O mesmo princípio esteve na base da criação da Universidade de Leiria e Oeste.

A criação destas duas instituições resulta da reconfiguração dos atuais institutos politécnicos do Porto e de Leiria, aprovada pelo Conselho de Ministros de 21 de maio. Na mesma ocasião, foi decidida a integração das Escolas Superiores de Enfermagem do Porto, Coimbra e Lisboa nas respetivas universidades, bem como da Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril na Universidade Nova de Lisboa.

Educação e igualdade de oportunidades

Evocando a coincidência da cerimónia com o Dia Mundial da Criança, o Primeiro-Ministro sublinhou que a escola "é o local onde damos a cada indivíduo os instrumentos para poder afirmar-se e projetar-se na vida", acrescentando que a educação é "o fulcro da democracia", porque "é na escola, na aprendizagem, no conhecimento, que somos todos iguais e cada um pode lutar pela sua oportunidade".

Luís Montenegro defendeu um modelo de qualificação que acompanha as pessoas ao longo de todo o percurso educativo, desde a creche até ao ensino superior, permitindo que cada cidadão possa desenvolver plenamente o seu potencial.

Neste sentido, afirmou que a criação da Universidade Técnica do Porto representa também uma forma de alargar oportunidades e contribuir para que "ninguém possa ficar privado de explorar o seu potencial".

O Primeiro-Ministro lembrou ainda o reforço da ação social no ensino superior, assente nos princípios da progressividade e da adequação. "É um princípio de justiça social", afirmou.

Segundo Luís Montenegro, o objetivo é garantir que nenhum estudante tenha de escolher a instituição que frequenta em função da sua condição económica, mas sim do seu mérito e do trabalho desenvolvido ao longo do percurso escolar.

Ensino superior preparado para competir na Europa

O Primeiro-Ministro destacou que a União Europeia está a discutir as orientações do próximo quadro financeiro plurianual, cada vez mais focado na economia, na competitividade e no financiamento de projetos de excelência.

"É aqui que entram as instituições de ensino superior e as empresas", afirmou, defendendo uma maior colaboração na preparação de projetos capazes de competir à escala europeia e de responder a desafios estratégicos como a segurança, a defesa, a robótica, a inteligência artificial ou a proteção do espaço marítimo e aéreo.

Luís Montenegro sublinhou que Portugal tem de preparar desde já os projetos que permitam às suas instituições competir pelos futuros financiamentos europeus, acrescentando que o País deve estar em condições de apresentar iniciativas de excelência e de inovação desde o primeiro momento do novo ciclo de fundos.

 

Comunicado do Conselho de Ministros de 21 de maio de 2026