Governo inaugura rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora

Nova infraestrutura de regadio aumenta a eficiência no uso da água e a competitividade da agricultura da região

Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, inaugura rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, em Campo Maior, Portalegre, 22 de julho de 2026 (MAGRIM)

O Ministro da Agricultura e Mar, José Manuel Fernandes, inaugurou esta terça-feira a rede de rega do Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora, em Campo Maior, distrito de Portalegre. A infraestrutura representa um investimento de 25 milhões de euros, financiado pelo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR2020), e integra a estratégia do Governo para modernizar o regadio e promover uma utilização mais eficiente da água.

Durante a inauguração, José Manuel Fernandes defendeu a “necessidade de acelerar” a execução de investimentos públicos, através de “legislação que concilie competitividade, sustentabilidade ambiental e coesão territorial, mas também processos de decisão mais rápidos".

Considerado um projeto estruturante para o Alto Alentejo, o Aproveitamento Hidroagrícola do Xévora beneficia uma área de cerca de 1 560 hectares. Inserido na bacia hidrográfica do rio Guadiana e alimentado pela barragem do Abrilongo, o sistema disponibiliza água para regadio através de uma infraestrutura moderna e eficiente. Para o governante, estes investimentos demonstram que “a agricultura é segurança alimentar, mas é também economia, competitividade e coesão territorial".

A rede inclui cerca de 44 quilómetros de condutas, 70 hidrantes, 106 bocas de rega e uma estação elevatória, permitindo a distribuição de água sob pressão, com uma maior eficiência energética através do aproveitamento da gravidade. O projeto desenvolve-se em três fases. A primeira correspondeu à construção da barragem do Abrilongo, concluída em 2000. A segunda consistiu na execução da rede de rega, consignada em 2025. Numa fase posterior, será construída a estação elevatória para reforçar a eficiência energética e a segurança do sistema. Estão igualmente previstas medidas de compensação ambiental.

Na cerimónia, o ministro destacou o programa Água que Une, que classificou como “estruturante” e “estratégico”, lembrando que constitui uma das prioridades do Governo, num esforço que “traz retorno económico e permite tirar partido das potencialidades dos territórios”.