Governo quer reforçar competitividade de Portugal no turismo
O objetivo é colocar Portugal entre os dez países mais competitivos do mundo no turismo, valorizando o setor, as empresas e os territórios

O Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, durante a VIII Cimeira do Turismo Português, em Lisboa, em 28 de setembro de 2026 (Cátia Fernandes Pina/MECT)
O Governo definiu como ambição colocar Portugal entre os dez países mais competitivos do mundo no turismo, afirmou o Ministro da Economia e da Coesão Territorial, Castro Almeida, na VIII Cimeira do Turismo Português, realizada a 28 de setembro, em Lisboa.
Portugal ocupa atualmente o 11.º lugar no Travel & Tourism Development Index de 2026, do Fórum Económico Mundial, mas para o Ministro a ambição está definida: “Queremos ir mais longe: colocar Portugal entre os dez países mais competitivos do mundo no turismo”
No entanto, para Castro Almeida, mais do que uma classificação, a questão que hoje se coloca é outra: “como transformamos essa escolha em mais valor para a economia portuguesa, melhores empregos, empresas mais fortes e mais oportunidades em todo o território?”.
Fazer crescer o valor mais depressa do que o volume
Em 2025, o valor acrescentado bruto diretamente gerado pelo turismo representou 8,1% do total nacional. Considerando os efeitos diretos e indiretos, o contributo do setor para a economia ascendeu a 36,2 mil milhões de euros, equivalente a 11,8% do PIB.
Em julho de 2026, as dormidas aumentaram 2,1% em termos homólogos, enquanto os proveitos do alojamento turístico cresceram 4,9%. Para o Ministro, a estratégia deve passar por “fazer crescer o valor mais depressa do que o volume”.
Alcançar essa ambição exige, segundo Castro Almeida, empresas que continuem a investir e a inovar, pessoas cada vez mais qualificadas e municípios e regiões capazes de valorizar os seus territórios.
Identidade como vantagem competitiva
O Ministro apontou a segurança e a identidade portuguesa como vantagens diferenciadoras num mercado turístico cada vez mais competitivo.
Portugal dispõe de património, gastronomia, vinho, natureza, cultura e de uma diversidade territorial que, segundo Castro Almeida, deve ser preservada à medida que o setor se moderniza.
“Modernizar não é uniformizar”, afirmou, defendendo que o turismo português deve incorporar tecnologia, investimento e serviços de elevada qualidade sem perder aquilo que distingue o país enquanto destino.
Turismo como plataforma para toda a economia
O Governo pretende também reforçar a ligação do turismo a outros setores. A compra de vinho, produtos agrícolas, bens produzidos em Portugal ou marcas nacionais permite prolongar o impacto económico de cada visita.
“O turismo transforma-se numa plataforma para toda a economia”, afirmou Castro Almeida.
O Ministro destacou ainda o potencial da tecnologia e da inteligência artificial para aumentar a produtividade das empresas, mas sublinhou que a hospitalidade, o conhecimento dos territórios e a capacidade de receber continuam a ser elementos que a tecnologia não substitui.