Grandes Opções é como Portugal responde aos desafios do presente e prepara o futuro
"Visão estratégica, coerente e determinada para orientar a ação pública nos próximos quatro anos", disse Carlos Abreu Amorim

Ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, Na Assembleia da República, 10 dezembro 2025
Ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, Na Assembleia da República, 10 dezembro 2025
"A Lei das Grandes Opções 2025-2029" é "uma visão estratégica, coerente e determinada para orientar a ação pública nos próximos quatro anos", disse o Ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, na apresentação da proposta, na Assembleia da República.
Abreu Amorim afirmou que "não é um catálogo de intenções. É um plano, uma arquitetura e um compromisso. É a forma como Portugal escolhe responder aos grandes desafios do presente e preparar o país para o futuro".
O Ministro listou os "dez eixos que correspondem às dimensões estruturantes da ação pública: rendimentos, Estado, economia, imigração, serviços essenciais, segurança e justiça, habitação, infraestruturas, água e defesa":
1. O primeiro eixo, "declara um princípio inequívoco: o trabalho deve compensar". Por isto, reduz o IRS para a classe média, reforça salários e pensões, cria condições para reter talento, e valoriza a poupança como pilar da segurança futura das famílias. Combate armadilhas de pobreza, simplifica prestações sociais", disse;
2. O segundo eixo, "o mais transformador", é "a reforma do Estado e a guerra à burocracia" para "superar a cultura do carimbo, do parecer prévio infinito, da exigência redundante e do prazo sem fim", pois "a Administração Pública é a espinha dorsal da democracia" e "reformar o Estado é fortalecer o Estado";
3. O terceiro eixo "assume o crescimento económico como fundamento da soberania". "É uma visão centrada no valor acrescentado, na produtividade e na transição tecnológica", pois "só assim Portugal cumprirá a ambição de crescer acima da média europeia";
4. O quarto eixo "enfrenta um desafio real: gerir fluxos migratórios com humanidade, mas também com rigor", através de "uma política equilibrada, consciente e orientada para o interesse nacional". Assim, "Portugal continuará a ser um país aberto", mas não "um país desregulado";
5. O quinto eixo "centra-se na saúde, educação, cultura, desporto e mobilidade", com um objetivo simples: "os serviços essenciais têm de funcionar, para todos, com qualidade e proximidade", pois "todos estes serviços são pilares de coesão social e territorial";
6. O sexto eixo "reafirma a prioridade à segurança e ao Estado de direito", num "compromisso com a confiança pública e com a saúde democrática do país", com "investimento em policiamento de proximidade, tecnologia, prevenção da criminalidade juvenil, resposta à violência doméstica, cibersegurança e reforço da capacidade operacional das forças de segurança";
7. O sétimo eixo é dedicado e enfrentar a "maior crise social da década: a habitação", para o que "o Governo simplifica licenciamentos, reduz impostos na construção, mobiliza património público, apoia arrendamento acessível e promove desenvolvimento urbano integrado";
8. O oitavo eixo inclui "decisões adiadas durante décadas": novo aeroporto, alta velocidade ferroviária, modernização de portos, reforço de redes energéticas e digitais, e coordenação nacional dos investimentos públicos". "Este eixo é, talvez, o mais determinante para o posicionamento de Portugal na próxima geração", disse;
9. O nono eixo "assume frontalmente a urgência climática: segurança hídrica, resiliência, armazenamento, reutilização, gestão especializada, restauro de ecossistemas e preparação para fenómenos extremos", "uma política de futuro, e de sobrevivência";
10. O décimo eixo "responde ao contexto global: um mundo multipolar, instável, competitivo", para o que "antecipa o compromisso NATO dos 2% do PIB, reforça capacidades militares, investe na indústria de defesa, moderniza a ciberdefesa e prepara o país para crises futuras", para "proteger Portugal num mundo mais inseguro".