2026-02-11 1925

Intempéries: Governo prepara reorientação de fundos europeus para financiar intervenções urgentes

A Ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, realizou no dia 10 de fevereiro uma visita aos concelhos de Santarém, Cartaxo e Azambuja para acompanhar no terreno os efeitos das intempéries dos últimos dias, avaliar a situação hidrológica do rio Tejo e reforçar a resposta imediata às populações afetadas.

A Ministra do Ambiente e Energia afirmou que, para fazer face aos estragos provocados pelas intempéries, o Governo vai analisar os fundos disponíveis (Fundo de Coesão, do Fundo Ambiental e do Plano de Recuperação e Resiliência) para redirecionar prioridades e financiar intervenções urgentes, em articulação com as autarquias. A decisão sobre a reorientação das verbas será tomada "pelo Primeiro-Ministro, em conjunto com o Ministro da Economia e Coesão Territorial", sublinhou.

Maria da Graça Carvalho explicou que o levantamento dos prejuízos "ainda não está concluído", devido à persistência de chuva intensa em várias zonas do país e adiantou que há danos "em praticamente todo o litoral", com particular preocupação nas arribas, onde os deslizamentos "são rápidos" e não permitem retirar pessoas com a mesma antecedência que nas cheias.

Esta deslocação iniciou-se em Santarém, com uma reunião na Câmara Municipal, focada na avaliação dos impactos registados no concelho e nas necessidades mais urgentes de intervenção. A Ministra visitou as zonas de encosta, onde se verificaram derrocadas de terras, num contexto de elevada pressão sobre infraestruturas e solos saturados. No Cartaxo, avaliou a evolução das cheias, uma das zonas mais vulneráveis, incluindo a visita aos diques de Valada, o que permitiu fazer uma leitura integrada dos riscos no terreno e da eficácia das respostas em curso.

Na Azambuja, a Ministra efetuou uma visita à barragem da Retorta, na Herdade da Torre Bela, identificada como infraestrutura crítica devido ao risco elevado de rutura, e assegurou que "as manutenções têm sido feitas" e que as estruturas "resistiram" ao pico de cheia dos últimos dias.

Num contexto de fenómenos meteorológicos extremos cada vez mais frequentes. "É essencial avaliar no local para agir com rapidez e antecipação", afirmou.