Luís Montenegro visita áreas afetadas pela tempestade "Kristin": Governo está no terreno para contabilizar prejuízos e avançar com a recuperação
O Primeiro-Ministro esteve esta quinta-feira em Leiria, Ansião e Coimbra para testemunhar as consequências da tempestade "Kristin" naquela região

Primeiro-Ministro Luís Montenegro visita concelhos afetados pela tempestade Kristin, 29 janeiro 2026 (Gonçalo Borges Dias/GPM)
Primeiro-Ministro Luís Montenegro visita concelhos afetados pela tempestade Kristin, 29 janeiro 2026 (Gonçalo Borges Dias/GPM)
O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, começou no centro de Leiria, um dos concelhos mais afetados pela tempestade "Kristin", uma série de visitas aos territórios afetados pela depressão "Kristin" para conhecer os impactos da tempestade da noite de 27 para 28 de janeiro. Depois de um percurso com o presidente da autarquia local, Gonçalo Lopes, o Primeiro-Ministro assumiu dispor agora de "uma noção ainda mais próxima da dificuldade que muitas famílias e muitos concidadãos estão a sentir, fruto da inacessibilidade em termos de comunicação com quem quer que seja."
Lembrou, no entanto, que "desde a primeira hora, quer nas ações preventivas antes do evento, quer no decurso do evento, quer nos momentos imediatamente seguintes" estiveram e estão mobilizadas "todas as nossas capacidades, quer no perímetro público, quer no perímetro privado e social alocados ao espaço onde os impactos foram mais significativos para acudir às situações mais urgentes e para repor a normalidade, nomeadamente naquilo que é mais importante", disse, sublinhando como prioritários o fornecimento "água, fornecimento de energia elétrica e o fornecimento das infraestruturas essenciais, desde logo em áreas chave na área da saúde, mas também numa área da educação, como todas as atividades económicas que sofreram e sofrem com este impacto".
O líder do Governo seguiu, depois, para Ansião, onde se encontrou com Jorge Cancelinha, presidente da Câmara Municipal, e falou com os operacionais que estão a trabalhar para repor a normalidade naquele concelho.
Luís Montenegro visitou, ainda, vários locais afetados pela intempérie na cidade de Coimbra, acompanhado pela autarca Ana Abrunhosa, como o Aeródromo ou a Central Rodoviária. O Primeiro-Ministro testemunhou, ainda, a subida do rio Mondego, que comprova que o mau tempo e as suas consequências devem continuar a merecer a atenção dos portugueses nos próximos dias.
O Conselho de Ministros resolveu decretar, na manhã desta quinta-feira, a situação de calamidade para todas as zonas afetadas pela tempestade "Kristin", medida que, admite Luís Montenegro, não aumenta nenhuma prontidão em termos de recursos e meios disponíveis "porque isso já estava a acontecer". Agora, "o que começamos a desenhar são os mecanismos para, de uma forma mais célere, mais rápida, menos burocrática, mais expedita, podermos colocar todos os trabalhos de recuperação no terreno".
Além de Leiria, Ansião e Coimbra, "há dezenas de autarquias que têm igualmente cumprido a sua tarefa de trabalho próximo das populações em cooperação com as entidades públicas nacionais e com o Governo. Não poderemos estar hoje em todo o lado, mas temos muitos membros do Governo no terreno, destacados para poder fazer o levantamento de todos os prejuízos", acrescentou ainda o Primeiro-Ministro.
Luís Montenegro agradeceu ainda a forma como os portugueses "com muita tranquilidade, com muita serenidade e com muito espírito de solidariedade" têm encarado este fenómeno meteorológico extremo. "Os portugueses são, de facto, um povo especial", concluiu.
"Quando alguns de nós têm ainda um convívio mais direto com uma realidade mais trágica, todos os outros estão disponíveis, seja hoje com a disponibilização de geradores para poder fazer face à ausência de fornecimento de energia elétrica, seja de profissionais para poderem andar na rua, remover as árvores que caíram, poder edificar telhados que são absolutamente imprescindíveis para a segurança das pessoas, para a segurança dos bens, seja na interação entre agentes. Porque o espírito de solidariedade esteve — está — muito vivo".