2026-06-09 0843

Novo heliporto e ressonância magnética cardíaca reforçam capacidade de resposta do SNS

A valorização dos profissionais de saúde é a prioridade do Governo para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde (SNS), afirmou o Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, durante a inauguração do novo heliporto e da nova ressonância magnética cardíaca da Unidade Local de Saúde de Gaia e Espinho. Segundo o Primeiro-Ministro, a modernização do SNS exige simultaneamente investimento em recursos humanos, inovação tecnológica e melhoria das infraestruturas.

Durante a cerimónia, Luís Montenegro sublinhou que o investimento nos profissionais é a base das transformações em curso no SNS.

“Pode haver as máquinas que quisermos e os equipamentos que quisermos. Se não houver recursos humanos qualificados e motivados, nós não vamos prestar o serviço”, afirmou o Primeiro-Ministro.

Os novos equipamentos inaugurados em Gaia e Espinho inserem-se numa estratégia de reforço da capacidade de resposta do sistema. A ressonância magnética cardíaca introduz uma nova capacidade de diagnóstico diferenciado no Serviço Nacional de Saúde, enquanto o heliporto permitirá uma resposta mais rápida em situações de emergência médica.

Luís Montenegro destacou que o Governo tem dado prioridade à valorização dos médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares, bem como à criação de condições que permitam atrair e reter profissionais no Serviço Nacional de Saúde. Sublinhou que esta é uma transformação estrutural, essencial para garantir a sustentabilidade e a capacidade de resposta do sistema no médio e longo prazo.

O Primeiro-Ministro recordou que o orçamento da saúde mais do que duplicou na última década, passando de cerca de 8 mil milhões de euros para mais de 17 mil milhões de euros em 2026. Este reforço tem permitido investir simultaneamente nos profissionais, nos equipamentos e na modernização das infraestruturas de saúde.

“O Serviço Nacional de Saúde é o esteio do sistema de saúde. É a trave-mestra, é a base, é a estrutura na qual assenta a garantia de acessibilidade de todos a cuidados de saúde”, afirmou.

Luís Montenegro referiu a necessidade de conciliar a construção e requalificação de unidades hospitalares em várias regiões do país com a sustentabilidade financeira do sistema. Entre os projetos em curso ou previstos destacou a requalificação do Centro Hospitalar de Gaia e Espinho, o Hospital de Todos-os-Santos, em Lisboa, o novo hospital do Algarve, o Hospital do Oeste e o Hospital de Barcelos.

O Primeiro-Ministro destacou igualmente as reformas em curso na organização dos serviços de saúde, incluindo a reorganização das urgências, a reforma do Instituto Nacional de Emergência Médica e os ajustamentos ao modelo das unidades locais de saúde. Defendeu ainda uma articulação entre o Serviço Nacional de Saúde, o setor social e o setor privado para aproveitar toda a capacidade instalada disponível.