Portugal defende mais financiamento para a biodiversidade na COP17

Ministra do Ambiente apresenta os avanços nacionais no restauro dos ecossistemas e na proteção de espécies ameaçadas

Portugal defende mais financiamento para a biodiversidade na 17.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17) que decorre na Arménia

Portugal defende o reforço do financiamento e a concretização das metas globais de proteção da biodiversidade até 2030. Esta posição foi apresentada na 17.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17) que este ano decorre em Erevan, na Arménia.

A Ministra do Ambiente e da Energia, Maria da Graça Carvalho, sublinha que “não precisamos apenas de novas metas”, mas de “executar as que já foram acordadas, assegurar os recursos financeiros necessários e demonstrar que a recuperação da natureza é possível”. 

A posição portuguesa privilegia o reforço do financiamento público e privado para a biodiversidade, a aplicação do Regulamento Europeu do Restauro da Natureza e o cumprimento da meta de proteção de 30% das áreas terrestres e marinhas até 2030, num contexto de progressos insuficientes na concretização dos objetivos globais.

Entre os avanços nacionais estão o Plano Nacional de Restauro da Natureza, a conclusão da designação das 61 Zonas Especiais de Conservação da Rede Natura 2000, a expansão das áreas marinhas protegidas e os programas PRO RIOS 2030 e PRO NAT.URBE, destinados à recuperação de ecossistemas fluviais e urbanos.

A proteção de espécies ameaçadas e dos polinizadores, com um financiamento de dois milhões de euros para 2026 e 2027, será também abordada. Maria da Graça Carvalho sublinha ainda que a biodiversidade é essencial à segurança, à resiliência dos territórios e à economia, defendendo resultados concretos na aplicação dos compromissos internacionais: “investir na natureza é investir no futuro” concluiu.

Leia na íntegra o comunicado do Ministério do Ambiente e Energia, "Portugal Leva à COP17 na Arménia Aposta em Mais Financiamento e Resultados Concretos na Recuperação da Natureza".

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