2026-06-03 1943

Portugal eleito para o Conselho de Segurança da ONU pela primeira vez à primeira volta

O Primeiro-Ministro, Luís Montenegro, classificou como “uma ocasião histórica” a eleição de Portugal como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas para o biénio 2027-2028, destacando que o resultado representa um reconhecimento internacional da credibilidade, da capacidade diplomática e da atuação externa do País.

“Esta vitória dignifica Portugal e projeta-nos no mundo. Portugal é um país credível, um país respeitado e um país que tem intervenção e participação ao nível internacional”, afirmou.

Portugal foi eleito pela primeira vez à primeira volta para o Conselho de Segurança das Nações Unidas, num processo em que disputava um dos lugares disponíveis com a Alemanha e a Áustria.

Para Luís Montenegro, este resultado demonstra o reconhecimento internacional da política externa portuguesa e da sua capacidade de mobilização diplomática, assente na defesa do diálogo, da cooperação e do multilateralismo.

O Primeiro-Ministro agradeceu o trabalho desenvolvido pelo Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, pelos Presidentes da República Marcelo Rebelo de Sousa e António José Seguro, bem como pela rede diplomática portuguesa e pelos embaixadores que participaram na campanha internacional.

“Portugal é um país construtor de pontes”, afirmou, salientando que a política externa portuguesa privilegia o diálogo, a negociação, a diplomacia e o multilateralismo como instrumentos fundamentais para enfrentar os desafios globais, resolver conflitos e promover os direitos e a dignidade das pessoas.

Segundo Luís Montenegro, esta vocação universalista foi determinante para o sucesso da candidatura portuguesa e será também a base da atuação nacional durante o mandato no Conselho de Segurança.

O Primeiro-Ministro sublinhou que Portugal assume agora uma responsabilidade acrescida na promoção da paz e da segurança internacionais, defendendo os valores da dignidade humana, dos direitos fundamentais, da sustentabilidade, da cooperação internacional e do combate à pobreza.

Entre as prioridades da atuação portuguesa, destacou igualmente o reforço da cooperação multilateral, a proteção dos oceanos, o desenvolvimento sustentável e a valorização das Nações Unidas como espaço privilegiado de diálogo entre povos e nações.

Luís Montenegro considerou que Portugal inicia este mandato num dos contextos internacionais mais exigentes das últimas décadas, marcado por múltiplos conflitos e desafios à ordem internacional, defendendo a necessidade de reforçar a capacidade das Nações Unidas para promover soluções, aproximar posições e contribuir para a estabilidade global.

O Primeiro-Ministro afirmou ainda que Portugal procurará contribuir para a valorização e modernização da organização, reforçando o papel das Nações Unidas como instrumento de cooperação internacional e de resolução pacífica de conflitos.

“Assumiremos esta responsabilidade desde o primeiro minuto”, garantiu.

No final da sua intervenção, Luís Montenegro reiterou o agradecimento a todos os que contribuíram para o sucesso da candidatura portuguesa e considerou que esta eleição representa mais uma demonstração da capacidade de Portugal afirmar a sua influência internacional através da credibilidade, da cooperação e da defesa dos valores humanistas que têm marcado a sua ação externa.